BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Boi gordo a R$ 353/@: oferta curta sustenta a arroba, mas cota da China preocupa

Boi gordo a R$ 353 por arroba — indicador CEPEA, capa Senior Agroambiental

O Indicador CEPEA/Esalq do boi gordo fechou a terça-feira (10) cotado a R$ 353,55 por arroba, acumulando alta de 1,10% em junho no mercado paulista. A média parcial do mês, de R$ 352,80/@, está mais de 12% acima da média nominal de junho de 2025 (R$ 312,90) e caminha para superar com folga o recorde anterior para o período, registrado em 2022.

Escalas curtas dão o tom

O motor da alta é a oferta restrita de animais terminados. Segundo a Scot Consultoria, as escalas de abate em São Paulo, que chegaram a 14-15 dias em maio, encurtaram para 7 a 10 dias. A Agrifatto aponta que as indústrias estão comprando apenas o necessário para manter escalas próximas de sete dias. Em Mato Grosso do Sul, praças como Cassilândia registraram alta de até R$ 5/@, com negócios entre R$ 340 e R$ 350. O boi padrão-China é negociado a R$ 355/@, e lotes diferenciados em São Paulo chegaram a R$ 365.

Exportação recorde — com prazo de validade

Junho começou com embarques de carne in natura em média diária de 15,64 mil toneladas, 29,8% acima de junho de 2025. O problema está no calendário: a cota chinesa de importação sem tarifa adicional pode se esgotar entre junho e julho, segundo a Safras & Mercado. Nesse cenário, frigoríficos tendem a reduzir abates e cortar as bonificações do padrão-China. O mercado futuro já precifica esse risco: o contrato de agosto na B3 fechou a R$ 338/@. Some-se a isso o veto da União Europeia à carne brasileira a partir de 3 de setembro, que pressiona o segundo semestre.

O que o pecuarista deve fazer

O momento favorece quem tem boi pronto: o físico está firme e a escassez de gado deve seguir — a Scot projeta abates de cerca de 39 milhões de cabeças em 2026, ante 42 milhões em 2025. Mas o spread entre o físico (R$ 353) e o futuro de agosto (R$ 338) indica que travar parte da produção nos preços atuais é decisão racional, não pessimismo. Atenção também à reposição: o poder de compra do pecuarista que precisa repor está nos menores níveis históricos, o que exige conta fina antes de vender para recomprar.

Com menos gado disponível nos próximos anos, o ganho virá de produtividade por hectare — e intensificar com responsabilidade ambiental é o que separa quem apenas sobrevive ao ciclo de quem captura valor extra em mercados exigentes, como rastreabilidade e protocolos de baixo carbono.

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