BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: exportação de carne

  • Antimicrobianos: 14 entidades da pecuária reagem a exigência da UE

    O uso de antimicrobianos na pecuária virou o novo campo de disputa entre o Brasil e a União Europeia. Em nota oficial divulgada na sexta-feira (10), 14 entidades representativas da pecuária brasileira — entre elas ACRIMAT, FAMATO, ACRISSUL, Sociedade Rural Brasileira (SRB), ASSOCON, ABCZ e a Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável — se posicionaram contra a incorporação de exigências europeias à regulamentação nacional, o que imporia restrições a todo o rebanho do país, e não apenas à cadeia que exporta para a UE.

    O que a UE exige e por que a pecuária reagiu

    O bloco europeu pressiona para que a carne importada siga as mesmas regras internas da UE, que restringem o uso de antimicrobianos como melhoradores de desempenho e preventivos. A reação das entidades não é contra o controle — a nota defende explicitamente o uso responsável, com base técnica e científica —, mas contra o alcance da medida: transformar uma condição comercial de um único mercado em obrigação para toda a pecuária brasileira, inclusive para quem vende só no mercado interno ou para destinos com regras distintas.

    As entidades lembram que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são ferramentas legítimas da produção moderna: contribuem para saúde e bem-estar animal, melhoram a conversão alimentar e o desempenho dos rebanhos. Restringi-los sem respaldo científico, argumentam, reduz a competitividade e pode até piorar a eficiência ambiental da atividade — mais tempo de ciclo significa mais emissão por quilo produzido.

    O precedente que preocupa mais que a regra

    O ponto mais sensível da nota está no precedente. Se uma exigência comercial europeia vira lei nacional hoje, amanhã condicionantes externas de natureza ambiental ou produtiva podem passar a moldar a política pública brasileira por fora do processo regulatório interno. Para as entidades, isso compromete a soberania regulatória, a segurança jurídica e atinge em cheio o pequeno produtor, que não exporta mas pagaria o custo da adequação.

    O que o pecuarista deve fazer agora

    Na prática, a tendência mundial é clara: mercados de alto valor vão exigir cada vez mais rastreabilidade e protocolos sanitários e ambientais diferenciados. A recomendação é tratar isso como decisão de negócio — quem mira exportação para a UE deve começar a organizar a documentação do manejo sanitário e a rastreabilidade do rebanho desde já; quem atende o mercado interno deve acompanhar a regulamentação para não ser pego por uma regra geral. Em ambos os casos, ter a propriedade ambientalmente regularizada é pré-requisito para acessar os mercados que pagam mais.

    A Senior Agroambiental acompanha as exigências regulatórias e ambientais que impactam a pecuária e apoia o produtor na regularização e no posicionamento da propriedade para os mercados mais exigentes.

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  • Preço do suíno vivo cai 40% em 2026: o que a produção recorde muda na conta

    O preço do suíno vivo acumula queda de mais de 40% em 2026 frente ao valor que encerrou 2025, segundo o indicador CEPEA, cotado entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por quilo em São Paulo. É o movimento mais duro do ano entre as proteínas: no mesmo período, o frango congelado no atacado paulista recuou 10,5% e o boi gordo seguiu sustentado pela oferta restrita de bovinos.

    Preço do suíno cai no campo, mas não na gôndola

    Um dado incomoda o suinocultor: enquanto o animal vivo desvalorizou cerca de 40% no campo, a carne no varejo caiu apenas cerca de 4%. A diferença ficou na intermediação — frigoríficos e varejo recompuseram margem em cima da oferta abundante. Para o produtor independente, isso significa vender barato um animal cujo custo de produção não caiu na mesma proporção.

    Produção recorde é a raiz da pressão

    A causa central da queda não é falta de demanda, e sim excesso de oferta: a produção brasileira de carne suína deve bater novo recorde histórico em 2026, superando em mais de 4% o volume de 2025 e alcançando cerca de 5,88 milhões de toneladas. As exportações seguem fortes — os embarques de carne suína cresceram mais de 26% na comparação anual no início do ano, e os de aves, mais de 32% — mas o mercado externo não tem absorvido todo o crescimento da produção, e o excedente pressiona o mercado interno.

    O que o suinocultor deve fazer agora

    Primeiro, olhar o custo de ração: milho na casa de R$ 65 por saca e farelo de soja com oferta ampla são o alívio deste ciclo — quem trava o custo do insumo agora protege a margem mesmo com o suíno barato. Segundo, revisar a escala de abate e evitar segurar animais além do peso ótimo: em mercado ofertado, quilo extra vira prejuízo. Terceiro, acompanhar o ciclo — quedas dessa magnitude historicamente antecedem ajuste de alojamento e recuperação de preço; quem tem fôlego financeiro para atravessar o vale tende a capturar a virada.

    Para granjas integradas, o momento é de renegociar contratos com atenção aos indexadores. Para independentes, diversificação de canal (venda direta, cortes especiais, mercado institucional) reduz a dependência do preço spot. E, em qualquer cenário, eficiência ambiental — manejo de dejetos, biogás, licenciamento em dia — deixou de ser custo e virou ativo: reduz risco regulatório e pode gerar receita extra num mercado de carbono em estruturação.

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  • Boi gordo a R$ 353/@: oferta curta sustenta a arroba, mas cota da China preocupa

    Boi gordo a R$ 353/@: oferta curta sustenta a arroba, mas cota da China preocupa

    O Indicador CEPEA/Esalq do boi gordo fechou a terça-feira (10) cotado a R$ 353,55 por arroba, acumulando alta de 1,10% em junho no mercado paulista. A média parcial do mês, de R$ 352,80/@, está mais de 12% acima da média nominal de junho de 2025 (R$ 312,90) e caminha para superar com folga o recorde anterior para o período, registrado em 2022.

    Escalas curtas dão o tom

    O motor da alta é a oferta restrita de animais terminados. Segundo a Scot Consultoria, as escalas de abate em São Paulo, que chegaram a 14-15 dias em maio, encurtaram para 7 a 10 dias. A Agrifatto aponta que as indústrias estão comprando apenas o necessário para manter escalas próximas de sete dias. Em Mato Grosso do Sul, praças como Cassilândia registraram alta de até R$ 5/@, com negócios entre R$ 340 e R$ 350. O boi padrão-China é negociado a R$ 355/@, e lotes diferenciados em São Paulo chegaram a R$ 365.

    Exportação recorde — com prazo de validade

    Junho começou com embarques de carne in natura em média diária de 15,64 mil toneladas, 29,8% acima de junho de 2025. O problema está no calendário: a cota chinesa de importação sem tarifa adicional pode se esgotar entre junho e julho, segundo a Safras & Mercado. Nesse cenário, frigoríficos tendem a reduzir abates e cortar as bonificações do padrão-China. O mercado futuro já precifica esse risco: o contrato de agosto na B3 fechou a R$ 338/@. Some-se a isso o veto da União Europeia à carne brasileira a partir de 3 de setembro, que pressiona o segundo semestre.

    O que o pecuarista deve fazer

    O momento favorece quem tem boi pronto: o físico está firme e a escassez de gado deve seguir — a Scot projeta abates de cerca de 39 milhões de cabeças em 2026, ante 42 milhões em 2025. Mas o spread entre o físico (R$ 353) e o futuro de agosto (R$ 338) indica que travar parte da produção nos preços atuais é decisão racional, não pessimismo. Atenção também à reposição: o poder de compra do pecuarista que precisa repor está nos menores níveis históricos, o que exige conta fina antes de vender para recomprar.

    Com menos gado disponível nos próximos anos, o ganho virá de produtividade por hectare — e intensificar com responsabilidade ambiental é o que separa quem apenas sobrevive ao ciclo de quem captura valor extra em mercados exigentes, como rastreabilidade e protocolos de baixo carbono.

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