BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: frigoríficos

  • Exportação de carne bovina bate recorde em junho; cota da China acende alerta

    A exportação de carne bovina do Brasil registrou em junho o melhor resultado mensal da série histórica: 317,3 mil toneladas embarcadas de carne in natura, alta de 16,6% sobre as 272,2 mil toneladas de junho de 2025. A receita do mês chegou a US$ 1,975 bilhão, crescimento de 38,1% em um ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pelo setor.

    Exportação de carne bovina: os números do semestre

    No acumulado de janeiro a junho, o país embarcou 1,705 milhão de toneladas, volume 15,5% maior que no mesmo período do ano passado, com faturamento de US$ 9,85 bilhões — alta de 36,2% sobre os US$ 7,24 bilhões do primeiro semestre de 2025. É o melhor semestre da história da carne bovina brasileira, tanto em volume quanto em receita.

    China puxa o resultado, mas a cota está no fim

    A China segue como o grande motor: comprou 794,7 mil toneladas no semestre, movimentando US$ 4,87 bilhões. Só em junho foram 161,9 mil toneladas (+19%) e US$ 1,08 bilhão em receita (+39,5%). O detalhe que exige atenção é que esse ritmo acelerado aproxima o esgotamento da cota tarifária chinesa — e os volumes que entrarem fora da cota pagam tarifa adicional, o que tende a reduzir a margem do exportador e, na ponta, o apetite dos frigoríficos por boiadas no segundo semestre.

    O que isso significa para o pecuarista

    A demanda externa forte foi o que sustentou a arroba num junho de oferta elevada — o boi gordo encerrou o mês na casa de R$ 348/@ no indicador CEPEA/B3, pressionado, mas sem desabar. Se o fluxo para a China perder força com a cota esgotada, o suporte de preço enfraquece justamente na entressafra do pasto, quando o custo de manutenção sobe.

    A leitura prática: primeiro, quem tem boiada pronta deve acompanhar semanalmente o ritmo de embarques e o uso da cota chinesa — vender no embalo da demanda ainda aquecida pode ser melhor do que apostar em alta no fim do ano. Segundo, as escalas de abate dos frigoríficos seguem curtas, o que dá algum poder de negociação ao produtor no curtíssimo prazo. Terceiro, para quem tem volume, os contratos futuros de boi na B3 continuam sendo a ferramenta mais barata para travar margem antes de um segundo semestre com mais incerteza de demanda.

    O recorde é excelente notícia para a receita do setor — mas recorde de embarque não é garantia de preço firme adiante. O pecuarista que trata a venda como decisão de gestão, e não de torcida, chega ao fim do ano com margem defendida.

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  • Boi gordo a R$ 353/@: oferta curta sustenta a arroba, mas cota da China preocupa

    Boi gordo a R$ 353/@: oferta curta sustenta a arroba, mas cota da China preocupa

    O Indicador CEPEA/Esalq do boi gordo fechou a terça-feira (10) cotado a R$ 353,55 por arroba, acumulando alta de 1,10% em junho no mercado paulista. A média parcial do mês, de R$ 352,80/@, está mais de 12% acima da média nominal de junho de 2025 (R$ 312,90) e caminha para superar com folga o recorde anterior para o período, registrado em 2022.

    Escalas curtas dão o tom

    O motor da alta é a oferta restrita de animais terminados. Segundo a Scot Consultoria, as escalas de abate em São Paulo, que chegaram a 14-15 dias em maio, encurtaram para 7 a 10 dias. A Agrifatto aponta que as indústrias estão comprando apenas o necessário para manter escalas próximas de sete dias. Em Mato Grosso do Sul, praças como Cassilândia registraram alta de até R$ 5/@, com negócios entre R$ 340 e R$ 350. O boi padrão-China é negociado a R$ 355/@, e lotes diferenciados em São Paulo chegaram a R$ 365.

    Exportação recorde — com prazo de validade

    Junho começou com embarques de carne in natura em média diária de 15,64 mil toneladas, 29,8% acima de junho de 2025. O problema está no calendário: a cota chinesa de importação sem tarifa adicional pode se esgotar entre junho e julho, segundo a Safras & Mercado. Nesse cenário, frigoríficos tendem a reduzir abates e cortar as bonificações do padrão-China. O mercado futuro já precifica esse risco: o contrato de agosto na B3 fechou a R$ 338/@. Some-se a isso o veto da União Europeia à carne brasileira a partir de 3 de setembro, que pressiona o segundo semestre.

    O que o pecuarista deve fazer

    O momento favorece quem tem boi pronto: o físico está firme e a escassez de gado deve seguir — a Scot projeta abates de cerca de 39 milhões de cabeças em 2026, ante 42 milhões em 2025. Mas o spread entre o físico (R$ 353) e o futuro de agosto (R$ 338) indica que travar parte da produção nos preços atuais é decisão racional, não pessimismo. Atenção também à reposição: o poder de compra do pecuarista que precisa repor está nos menores níveis históricos, o que exige conta fina antes de vender para recomprar.

    Com menos gado disponível nos próximos anos, o ganho virá de produtividade por hectare — e intensificar com responsabilidade ambiental é o que separa quem apenas sobrevive ao ciclo de quem captura valor extra em mercados exigentes, como rastreabilidade e protocolos de baixo carbono.

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  • UE oficializa veto à carne do Brasil: o que o pecuarista faz até setembro

    UE oficializa veto à carne do Brasil: o que o pecuarista faz até setembro

    A União Europeia oficializou, em publicação no Diário Oficial do bloco na sexta-feira (5), a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, tripas, peixe e mel. O veto entra em vigor no dia 3 de setembro de 2026. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que sua cadeia produtiva atende às exigências sanitárias europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos em animais.

    Não é contaminação — é comprovação

    O ponto central da decisão é regulatório. A própria Agência Brasil destaca que a medida não significa que a carne brasileira esteja contaminada: o que a UE cobra é rastreabilidade, certificação e comprovação documental de que substâncias como virginiamicina, tilosina e bacitracina não são usadas ao longo de todo o ciclo de vida dos animais exportados. Em abril, o governo brasileiro proibiu parte desses antimicrobianos promotores de crescimento, mas o bloco avaliou que ainda faltam garantias.

    O peso econômico não é pequeno. A UE está entre os maiores destinos da carne bovina brasileira em valor, e a lista de produtos afetados alcança também aves, ovos, mel, pescado e derivados. A Abiec reagiu lembrando que a carne brasileira atende aos requisitos sanitários de mais de 170 países, e a ABPA afirma que o veto não decorre de nenhuma não conformidade identificada — mas o fato é que, sem resposta documental robusta, a porta europeia fecha em setembro.

    O que muda para o produtor

    Para voltar à lista, o Brasil tem dois caminhos: ampliar as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade — este segundo, mais caro e complexo, exige monitoramento detalhado da cadeia, certificações adicionais e custos extras para produtores e frigoríficos. Na prática, a tendência é que frigoríficos exportadores passem a exigir dos fornecedores comprovação formal de manejo sanitário: registro de medicamentos aplicados, notas de insumos veterinários e protocolos por lote.

    Como se preparar agora

    A leitura da Senior é direta: rastreabilidade deixou de ser diferencial e virou ativo de acesso a mercado. Quem já documenta o manejo — controle de medicamentos, identificação animal, registros por lote — terá prioridade na lista de fornecedores dos frigoríficos habilitados à UE quando os novos protocolos do Mapa saírem. Quem não documenta vai vender para mercados que pagam menos. Os três meses até setembro são a janela para organizar essa documentação, e o movimento conversa com a mesma lógica da regularização ambiental: quem tem a casa em ordem transforma exigência em vantagem comercial.

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