BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Resumo da semana no agro: frio ameaça lavouras e Plano Safra se aproxima

Toda segunda-feira, a Senior reúne o que moveu o agro na semana anterior — com a leitura do que cada fato significa para a decisão de quem está no campo.

Grãos

O milho seguiu sob pressão baixista: o Indicador ESALQ/B3 voltou à casa dos R$ 65/saca e a referência em Campinas fechou perto de R$ 64,51, o menor patamar desde outubro. O peso vem do avanço da colheita da segunda safra e da retração dos compradores. Na soja, a demanda externa sustentou os preços internos, com embarques recordes no acumulado de janeiro a maio — mas a Agroconsult já sinaliza margens mais apertadas para 2026/27.

Pecuária

O boi gordo manteve força: a média parcial de junho ficou em torno de R$ 352,8/@ (Cepea, até o dia 9), mais de 12% acima de junho de 2025 e em rota de recorde para o período. Oferta restrita de animais e bom momento das exportações sustentam a arroba.

Exportações & mercado

O agro confirmou força no comércio exterior: o primeiro trimestre de 2026 somou US$ 38,1 bilhões em exportações, recorde para o período, com superávit superior a US$ 33 bilhões. No campo da produção, a Conab reforçou a expectativa de safra recorde de grãos, próxima de 358 milhões de toneladas.

Política & crédito

As atenções se voltam ao Plano Safra 2026/27, que deve ser anunciado até o fim de junho. O Ministério da Agricultura pleiteia taxas de juros de um dígito para o custeio — pleito em discussão com Fazenda, Tesouro e Casa Civil. Para referência, o Plano 2025/26 reuniu R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 78,2 bilhões para a familiar.

Clima

Uma massa de ar polar avançou sobre o Centro-Sul, com risco de geada para café, milho, feijão e pastagens, sobretudo no Paraná. A previsão aponta uma segunda frente fria, mais intensa, na última semana de junho, com temperaturas abaixo de 10°C em amplas áreas.

O que fica para o produtor

Primeiro: com milho em baixa e boi em alta, quem tem confinamento ou recria ganha relação de troca favorável — momento de revisar dietas e travar custo de reposição de grão. Segundo: antes do Plano Safra, vale organizar documentação e fluxo de caixa para acessar crédito nas melhores condições assim que as taxas saírem. Terceiro: a geada não é só risco do café — pasto queimado no auge da seca pressiona o custo do pecuarista; reservar forragem agora é mais barato que socorrer o rebanho depois.

Agenda da semana

Acompanhe o anúncio do Plano Safra 2026/27, os boletins de geada do Inmet diante da frente fria prevista para o fim do mês e os relatórios de oferta e demanda da Conab e do USDA, que ajudam a calibrar as projeções de grãos.

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