BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: sustentabilidade

  • Bioinsumos movimentam R$ 6 bi e cortam custo do produtor

    Bioinsumos movimentam R$ 6 bi e cortam custo do produtor

    O Brasil consolidou-se como líder mundial no uso de insumos biológicos na agricultura. O mercado de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% sobre o ano anterior, enquanto a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares — avanço de 28% em um único ano. O número de empresas que registram bioinsumos no país saltou de 81 em 2019 para 209, crescimento de 2,5 vezes. Para 2026, a Anpii Bio projeta novo avanço de 17% no faturamento e de 22% no volume vendido, e o setor pode superar R$ 9 bilhões até 2030.

    O que são e por que o produtor está adotando

    Bioinsumos reúnem inoculantes, biofungicidas, bioinseticidas e agentes de controle biológico — produtos de base biológica que substituem ou complementam fertilizantes e defensivos químicos. O motor da adoção é direto: custo. Com fertilizantes em alta para a safra 2026/27 e margens apertadas em grãos como soja e milho, o produtor busca alternativas que reduzam a fatura de insumos sem sacrificar produtividade. Inoculantes que fixam nitrogênio e solubilizam fósforo, por exemplo, cortam parte da necessidade de adubo mineral, cujo preço é fortemente ligado ao dólar e à importação.

    Há também o ganho agronômico de médio prazo: manejo biológico bem conduzido melhora a saúde do solo, reduz a pressão de resistência de pragas e doenças e diminui resíduos — fator que pesa cada vez mais nas exigências de mercados compradores, sobretudo a União Europeia. Não por acaso, os biofungicidas vêm puxando o crescimento do segmento.

    A conexão com a pauta ambiental e o que observar

    Para a Senior, o ponto central é que bioinsumos não são só economia de custo: são parte das práticas que tornam a propriedade elegível à agricultura de baixo carbono e a programas de geração de ativos ambientais. Solo mais saudável, menor uso de químicos e melhor eficiência produtiva compõem o pacote de práticas reconhecidas em projetos de carbono e em linhas de crédito sustentável — uma camada de valor que vai além da safra do ano.

    O alerta fica por conta da qualidade e da regularização. A entidade Abinbio pressiona por uma regulamentação mais rápida do setor, e a produção on farm (na própria fazenda) exige cuidado técnico: produto mal manejado não entrega resultado e pode frustrar o investimento. Antes de migrar, vale avaliar produtos registrados, fazer testes em áreas-piloto e medir o retorno por hectare. Feito com critério, o bioinsumo deixa de ser tendência e vira ferramenta concreta de redução de custo e de posicionamento ambiental da propriedade.

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  • Clima é o risco nº 1 do agro em 2026: 79% dos líderes veem impacto alto, diz EY

    Clima é o risco nº 1 do agro em 2026: 79% dos líderes veem impacto alto, diz EY

    A consultoria EY divulgou nesta semana a nova edição da pesquisa “Top 10 Riscos e Oportunidades no Agro”, e o resultado confirma o que o campo já sente na pele: as mudanças climáticas são, pelo segundo levantamento consecutivo, o principal risco do agronegócio brasileiro. 79% dos entrevistados classificam os impactos climáticos como altos ou muito altos para seus negócios. O estudo ouviu 52 executivos de fornecedores de insumos, produtores, agroindústrias, tradings e compradores de commodities, com faturamento anual entre R$ 3 bilhões e R$ 60 bilhões.

    O ranking completo dos riscos

    Depois do clima, a segunda maior preocupação é a gestão de pessoas — o setor convive com déficit estimado de cerca de 180 mil profissionais qualificados, agravado pela digitalização acelerada. Na sequência vêm a geopolítica (conflitos e tensões comerciais pressionando fertilizantes, energia e logística), as políticas e regulações (com a reforma tributária como novo fator de atenção) e a transformação digital, cuja adoção ainda esbarra em conectividade rural e qualificação.

    A lacuna que define quem perde

    O dado mais incômodo do estudo não é o ranking — é a distância entre percepção e ação. As empresas reconhecem o risco climático, mas apresentam baixo nível de prontidão para enfrentá-lo. Como resume Otávio Lopes, sócio-líder de Agronegócio da EY, quanto maior essa lacuna entre o impacto do risco e o preparo da organização, maior é o risco real. Enquanto isso, cresce a pressão de investidores e compradores internacionais por rastreabilidade, práticas sustentáveis e redução de emissões — ou seja, o clima deixou de ser só um risco de produção e virou critério de acesso a mercado e a crédito.

    O que o produtor deve fazer

    A leitura prática é direta: risco climático se gerencia com antecedência, não na emergência. Três frentes valem prioridade ainda em 2026: primeiro, regularização ambiental em dia (CAR, reserva legal, outorgas), porque é a porta de entrada para crédito e seguro em condições melhores; segundo, documentar práticas de baixo carbono já adotadas — plantio direto, ILPF, recuperação de pastagens — que podem virar receita com a regulamentação do mercado de carbono avançando até dezembro; terceiro, diversificar receita e proteção, combinando seguro rural, contratos futuros e projetos ambientais. A própria EY aponta mercado de carbono e biocombustíveis entre os temas que mais devem ganhar força nos próximos anos.

    Quem trata a agenda climática como custo tende a ficar para trás; quem trata como ativo entra na fila da remuneração por serviço ambiental antes da maioria.

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  • Baixo carbono já cobre 65 milhões de hectares: o produtor está dentro?

    Baixo carbono já cobre 65 milhões de hectares: o produtor está dentro?

    As tecnologias de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) já estão presentes em 3,61 milhões de estabelecimentos rurais brasileiros — o equivalente a 71% dos 5,07 milhões de estabelecimentos mapeados pelo Censo Agropecuário do IBGE. Segundo a Plataforma ABC+, ferramenta oficial de monitoramento do plano, são cerca de 65 milhões de hectares sob sistemas produtivos sustentáveis em todo o país. A meta do ABC+ é chegar a 72,68 milhões de hectares até 2030.

    O que está por trás dos números

    O Plano ABC não é novidade — e é justamente isso que o torna confiável. Na primeira fase (2010-2020), o programa atingiu 54 milhões de hectares, superando em 52% a meta oficial de 35,5 milhões. No mesmo período, a linha de crédito do Programa ABC liberou R$ 32,27 bilhões em 38,3 mil contratos para financiar recuperação de pastagens degradadas, plantio direto, sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, florestas plantadas, bioinsumos e irrigação. O plantio direto, sozinho, já é adotado em cerca de 70% das áreas agrícolas do país, segundo a Embrapa.

    E o impacto não é só contábil. Dados da Embrapa Soja indicam que sistemas bem manejados de plantio direto chegam a sequestrar quase 3 toneladas de CO₂ equivalente por hectare ao ano. Entre 1990 e 2025, o ganho de produtividade evitou a incorporação de cerca de 50 milhões de hectares de novas áreas à produção — terra que não precisou ser aberta.

    O que isso significa na prática para o produtor

    Primeiro: crédito. As práticas ABC têm linha de financiamento própria, com condições melhores que o custeio convencional — e a tendência, confirmada a cada Plano Safra, é de o crédito rural exigir cada vez mais comprovação ambiental, a começar pelo CAR regularizado.

    Segundo: carbono. Com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) em regulamentação ao longo de 2026, quem já adota recuperação de pastagem, plantio direto ou integração tem o ativo; o que falta, na maioria das fazendas, é a documentação — linha de base, monitoramento e verificação. Sem isso, a prática sustentável existe no campo, mas não vira receita.

    Terceiro: valorização da terra. Propriedade com pasto recuperado, CAR limpo e histórico produtivo documentado vale mais e vende melhor. O dado de 71% mostra que adotar tecnologia sustentável deixou de ser diferencial — virou o padrão. O diferencial agora é transformar essas práticas em ativo financeiro: crédito mais barato, crédito de carbono e liquidez patrimonial.

    O produtor que já faz o manejo certo está na metade do caminho. A outra metade — comprovar, certificar e monetizar — é onde a maioria trava. É exatamente aí que vale buscar apoio técnico especializado.

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