BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: seguro rural

  • Geada negra ameaça café, milho safrinha e trigo no Centro-Sul

    Geada negra ameaça café, milho safrinha e trigo no Centro-Sul

    Uma massa de ar polar avançou sobre o Centro-Sul do Brasil neste fim de semana (4 e 5 de julho) e colocou o campo em alerta: o Inmet emitiu avisos de frio intenso, temporais no Sul e risco de geada negra — a modalidade mais destrutiva do fenômeno. Diferentemente da geada branca, que forma orvalho congelado sobre as folhas, a geada negra ocorre em dias secos e de baixa umidade: o frio congela a seiva dentro da planta, sem sinal externo imediato, e causa dano celular muitas vezes irreversível.

    Quem está na linha de frente da geada negra

    Três culturas concentram o risco. O café, especialmente no norte do Paraná e no sul de Minas, é o mais sensível — geada em cafezal não compromete só a safra atual, mas a estrutura produtiva da lavoura para o ciclo seguinte, e historicamente basta o anúncio do risco para mexer com os preços na bolsa. O milho safrinha do Paraná e do Mato Grosso do Sul chega a este frio com colheita atrasada pela sequência de frentes frias — planta ainda no campo é planta exposta. E o trigo recém-implantado no Sul, junto com o feijão em fase reprodutiva, completa a lista das lavouras vulneráveis.

    O contexto agrava o risco

    O frio chega num momento em que a segunda safra já mostra perdas: a Conab confirmou quebra do milho safrinha em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, ainda que Paraná e Mato Grosso do Sul viessem em recuperação. No trigo, o cenário é de retração — levantamentos de mercado indicam que a área plantada pode encolher até 40% em algumas regiões, espremida por custo alto, preço estagnado e justamente o risco climático que agora se materializa. Cada hectare que a geada tirar de produção encontra um mercado com pouca gordura para absorver perdas.

    O que o produtor deve fazer agora

    Primeiro, priorizar a colheita do que está pronto: milho safrinha maduro no campo é risco desnecessário. Segundo, documentar qualquer dano imediatamente — fotos datadas e georreferenciadas, laudo técnico e comunicação formal à seguradora ou ao agente do Proagro dentro do prazo da apólice. Quem demora a registrar perde cobertura, e num ano em que o orçamento do seguro rural já foi cortado, cada real de indenização exige documentação impecável. Terceiro, no café, acompanhar o mercado nos próximos dias: eventos de geada costumam abrir janelas de preço para quem tem produto colhido e armazenado.

    Por fim, vale transformar o susto em planejamento: mapear os talhões historicamente mais atingidos por geada, revisar o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) da propriedade e dimensionar a cobertura de seguro para o próximo ciclo. Frio de julho não é surpresa — é variável de gestão. Quem trata o clima como risco mensurável, e não como fatalidade, atravessa esses eventos com a margem protegida.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Clima é o risco nº 1 do agro em 2026: 79% dos líderes veem impacto alto, diz EY

    Clima é o risco nº 1 do agro em 2026: 79% dos líderes veem impacto alto, diz EY

    A consultoria EY divulgou nesta semana a nova edição da pesquisa “Top 10 Riscos e Oportunidades no Agro”, e o resultado confirma o que o campo já sente na pele: as mudanças climáticas são, pelo segundo levantamento consecutivo, o principal risco do agronegócio brasileiro. 79% dos entrevistados classificam os impactos climáticos como altos ou muito altos para seus negócios. O estudo ouviu 52 executivos de fornecedores de insumos, produtores, agroindústrias, tradings e compradores de commodities, com faturamento anual entre R$ 3 bilhões e R$ 60 bilhões.

    O ranking completo dos riscos

    Depois do clima, a segunda maior preocupação é a gestão de pessoas — o setor convive com déficit estimado de cerca de 180 mil profissionais qualificados, agravado pela digitalização acelerada. Na sequência vêm a geopolítica (conflitos e tensões comerciais pressionando fertilizantes, energia e logística), as políticas e regulações (com a reforma tributária como novo fator de atenção) e a transformação digital, cuja adoção ainda esbarra em conectividade rural e qualificação.

    A lacuna que define quem perde

    O dado mais incômodo do estudo não é o ranking — é a distância entre percepção e ação. As empresas reconhecem o risco climático, mas apresentam baixo nível de prontidão para enfrentá-lo. Como resume Otávio Lopes, sócio-líder de Agronegócio da EY, quanto maior essa lacuna entre o impacto do risco e o preparo da organização, maior é o risco real. Enquanto isso, cresce a pressão de investidores e compradores internacionais por rastreabilidade, práticas sustentáveis e redução de emissões — ou seja, o clima deixou de ser só um risco de produção e virou critério de acesso a mercado e a crédito.

    O que o produtor deve fazer

    A leitura prática é direta: risco climático se gerencia com antecedência, não na emergência. Três frentes valem prioridade ainda em 2026: primeiro, regularização ambiental em dia (CAR, reserva legal, outorgas), porque é a porta de entrada para crédito e seguro em condições melhores; segundo, documentar práticas de baixo carbono já adotadas — plantio direto, ILPF, recuperação de pastagens — que podem virar receita com a regulamentação do mercado de carbono avançando até dezembro; terceiro, diversificar receita e proteção, combinando seguro rural, contratos futuros e projetos ambientais. A própria EY aponta mercado de carbono e biocombustíveis entre os temas que mais devem ganhar força nos próximos anos.

    Quem trata a agenda climática como custo tende a ficar para trás; quem trata como ativo entra na fila da remuneração por serviço ambiental antes da maioria.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Plano Safra 2026/27 sai em junho: o que esperar do crédito

    Plano Safra 2026/27 sai em junho: o que esperar do crédito

    O que aconteceu

    O governo federal deve anunciar o Plano Safra 2026/27 ainda em junho. O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que um valor acima dos R$ 516,2 bilhões liberados na temporada 2025/26 é “factível”; o anúncio é esperado para o fim de junho, já que o plano passa a valer em 1º de julho. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pressiona por um pacote de R$ 623 bilhões — 53,5% acima dos R$ 405,9 bilhões do ciclo atual, com R$ 104,9 bilhões para a agricultura familiar — e o Ministério defende publicamente que as linhas de custeio saiam com juros de um dígito.

    Contexto e impacto para o produtor

    O Plano Safra é o principal instrumento de financiamento do agro brasileiro: define quanto crédito subsidiado estará disponível para custeio, investimento e comercialização, e a que taxa. Para o produtor, a diferença entre um juro de 8% e um de 12% ao ano decide se vale a pena financiar insumos, máquinas e armazenagem ou tocar a safra com capital próprio.

    O ponto de atenção não é só o número de manchete. Na temporada 2025/26, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões, mas o Tesouro Nacional só conseguiu equalizar juros para R$ 113,8 bilhões — menos de um quarto do total. Ou seja, a maior parte do crédito saiu a taxas de mercado, bem acima das linhas subsidiadas. Em 2026/27, com restrição fiscal apertada, o risco de repetição é real. Anúncio grande não significa, automaticamente, dinheiro barato no balcão do banco.

    O que o produtor deve fazer

    Três frentes vão andar juntas neste Plano Safra: crédito, seguro rural e renegociação de dívidas. Quem chega ao período de contratação com a documentação em dia larga na frente. Isso inclui regularização ambiental — desde janeiro de 2026, imóveis sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e sem embargos ativos perdem acesso às linhas oficiais subsidiadas. Antecipe a checagem do CAR, do enquadramento e do limite de crédito antes da janela de plantio, e não na véspera.

    Vale também simular cenários: se a equalização de juros for limitada como no ano passado, qual parcela do custeio você consegue bancar com recursos próprios ou crédito privado? Planejar agora evita decisão apressada quando o Plano sair.

    A leitura Senior

    Plano Safra robusto no papel é bom sinal, mas o produtor decide pelo crédito que efetivamente chega à fazenda — e ele depende de equalização fiscal e de estar ambientalmente regular. Quem trata regularização e enquadramento como tarefa de última hora costuma pagar mais caro ou ficar de fora das melhores linhas.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
🌾 Agro
Commodities Agrícolas
🌿 Cripto
Carbono & Cripto