BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: etanol

  • Açúcar cai 30% e usina aposta no etanol: a conta do canavial

    Açúcar cai 30% e usina aposta no etanol: a conta do canavial

    O que aconteceu

    O setor sucroenergético entrou em 2026 com o preço do açúcar em forte queda. Em maio, o açúcar cristal acumulou recuo de 30,75% frente ao mesmo mês de 2025, com média de R$ 95,22 por saca de 50 kg. No mercado externo, as exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% no ano, e as cotações internacionais caíram mais de 20% na comparação anual. Diante disso, as usinas do Centro-Sul recalibraram a produção: a fatia destinada ao etanol subiu para 61,84% do mix da safra, contra 54,77% no ciclo anterior.

    Por que o açúcar perdeu força

    A pressão vem da oferta global cheia, com produtores relevantes colhendo bem e o mercado atento aos efeitos do El Niño sobre a próxima temporada. Quando o açúcar não remunera, a usina faz o que a economia manda: desloca a moagem para o produto que paga melhor — neste momento, o etanol. Essa flexibilidade é a grande força do parque sucroenergético brasileiro, capaz de girar a chave entre açúcar e álcool conforme o preço relativo. Para o canavial, porém, a virada tem consequências diretas no bolso.

    O que muda para quem fornece cana

    O fornecedor de cana é remunerado por modelos atrelados aos preços do açúcar e do etanol (caso do Consecana). Com o açúcar em baixa, o valor da tonelada de cana tende a sentir o impacto, mesmo com a usina priorizando o álcool. O recado prático é de gestão: conhecer o custo real de produção por hectare, acompanhar de perto a fórmula de remuneração e evitar decisões baseadas só no humor do mercado de curto prazo. Em ciclo de preço apertado, eficiência agrícola — produtividade do canavial, qualidade da matéria-prima e controle de custos de colheita e transporte — é o que protege a margem.

    A oportunidade no outro lado da moeda

    Etanol valorizado dentro do mix abre espaço para quem está posicionado na cadeia do combustível, e o cenário de longo prazo segue favorável: a demanda por bioenergia cresce, e o etanol ganha relevância na agenda de descarbonização. Vale ao produtor avaliar contratos, prazos de pagamento e janelas de comercialização com a usina parceira, em vez de apenas reagir ao preço spot. Planejamento de safra com o custo na ponta do lápis, e não no improviso, é o que diferencia quem atravessa a baixa de quem fica refém dela.

    Bioenergia e o ativo ambiental

    O canavial bem manejado é também um ativo ambiental. Práticas de baixo carbono, aproveitamento de subprodutos e regularização da propriedade agregam valor a uma cadeia cada vez mais cobrada por sustentabilidade — e podem abrir portas em mercados e financiamentos que premiam quem comprova boas práticas. Em um setor que vive de ciclos de preço, construir esse diferencial é estratégia, não custo.

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  • Índia lança E85 e abre nova fronteira para o etanol brasileiro

    Índia lança E85 e abre nova fronteira para o etanol brasileiro

    A Índia lançou oficialmente, no dia 5 de junho, o E85 — combustível com 85% de etanol e 15% de gasolina. O anúncio foi feito pelo ministro do Petróleo, Hardeep Singh Puri, em um posto da Indian Oil Corp., em Nova Déli. O plano é agressivo: começar com cerca de 50 postos, chegar a 500 unidades ainda em 2026 e atingir aproximadamente 5 mil pontos de venda até 2027. O novo combustível custará cerca de 20 rúpias por litro a menos que a gasolina E20 — economia próxima de 20% para o consumidor.

    Por que isso importa para o produtor brasileiro

    A Índia é o terceiro maior consumidor e importador de petróleo do mundo e já elevou a mistura de etanol na gasolina de 2% para 20% em pouco mais de uma década. Hoje, o país tem capacidade instalada para produzir cerca de 19 bilhões de litros de etanol por ano, dos quais 11,5 bilhões já vão para o programa de mistura obrigatória. A conta é simples: se o E85 ganhar adesão, a demanda interna indiana pode superar a oferta — e o país precisará recorrer ao mercado internacional.

    Nesse cenário, o Brasil desponta como o candidato natural. O país produziu mais de 37 bilhões de litros de etanol em 2025 e tem estrutura consolidada tanto na cana quanto no etanol de milho, que cresce em ritmo acelerado no Centro-Oeste. Uma corrente de importação indiana firme criaria piso de demanda adicional para o biocombustível brasileiro justamente num momento em que o hidratado opera pressionado no mercado interno.

    O efeito dominó no açúcar

    Há um segundo canal de impacto, menos óbvio e igualmente relevante: o açúcar. Grande parte do etanol indiano vem da cana. Se mais cana indiana migrar para o etanol, sobra menos açúcar para exportação — e o Brasil, líder mundial na produção e exportação do adoçante, tende a ocupar esse espaço. Historicamente, esse movimento sustenta os preços internacionais, hoje pressionados pela oferta global elevada.

    O que o produtor deve fazer

    Para o produtor de cana e de milho, o recado é de planejamento, não de euforia. A expansão do E85 indiano será gradual — 50 a 100 postos em 2026 ainda é piloto — e a Índia tentará primeiro suprir a demanda com produção própria. Mas a direção é clara: a demanda global por etanol está crescendo de forma estrutural, com Índia e Brasil ampliando programas de mistura ao mesmo tempo. Quem está avaliando investimento em usinas de etanol de milho, expansão de canavial ou contratos de fornecimento de longo prazo deve incluir esse vetor na conta. E vale lembrar: biocombustível é também ativo ambiental — descarbonização e mercados de carbono caminham juntos com essa agenda.

    Projetos bem estruturados do ponto de vista ambiental e fundiário saem na frente quando a demanda aperta. Regularização, licenciamento e inteligência de mercado deixaram de ser burocracia: são condição de acesso aos melhores mercados.

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  • Resumo da semana no agro: etanol sobe, açúcar cai e alerta na avicultura

    Resumo da semana no agro: etanol sobe, açúcar cai e alerta na avicultura

    Toda segunda-feira, a Senior reúne o que moveu o agro na semana anterior — com a leitura do que cada fato significa para a decisão de quem está no campo.

    Grãos

    A soja perdeu cerca de US$ 1,00 por bushel em Chicago em duas semanas, pressionada por fundamentos e geopolítica, com suporte em torno de US$ 11,50. No Brasil, a venda da safra nova avança devagar: pouco mais de 16% comercializados, abaixo dos 22% do ano passado e dos 25% da média — produtor segurando preço à espera do câmbio. O milho foi o destaque positivo, com salto de 267% nos embarques em maio.

    Pecuária e proteína animal

    O alerta da semana é a gripe aviária (H5N1): o período crítico vai de maio a julho, com surtos na Europa, EUA e Japão puxados pela migração de aves. O Brasil segue sem foco em granja comercial e em vigilância ativa — e, mesmo assim, a avicultura projeta alta de 2,4% nos embarques e produção de 14,73 milhões de toneladas em 2026 (+3,8%).

    Exportações & mercado

    A balança do agro confirma força: no acumulado de janeiro a maio, a agropecuária cresceu 7,3% (US$ 34,53 bilhões), com maio em alta de 9,8%. No sucroenergético, a virada é clara: com o açúcar bruto na menor cotação em cinco anos, as usinas flex estão priorizando o etanol — a produção deve bater recorde de 36,5 bilhões de litros em 2026/27 (etanol de milho +17%), enquanto a exportação de açúcar deve recuar cerca de 14%.

    Política & crédito

    O Plano Safra 2026/27 entra na reta final, com anúncio previsto para o fim de junho. O volume para a agricultura empresarial deve superar os R$ 516 bilhões da safra atual, e a prioridade declarada é derrubar os juros de custeio para um dígito, além de reforçar o seguro rural diante da combinação de preços baixos, endividamento e clima.

    Clima

    Semana sem evento extremo, mas a virada para o inverno acende o sinal de atenção no Sul, com risco de geada nas próximas semanas — fator a monitorar para quem ainda tem lavoura exposta.

    O que fica para o produtor

    Três leituras práticas: (1) quem produz cana ou milho deve acompanhar de perto a relação açúcar/etanol — o redirecionamento para o álcool muda a conta da safra; (2) avicultor precisa redobrar biosseguridade agora, no pico de risco do H5N1, porque um foco comercial fecha mercados em dias; (3) com Plano Safra à vista e juros ainda altos, vale ter projeto de crédito e regularização ambiental prontos para acessar as melhores linhas assim que saírem.

    Agenda da semana

    Bahia Farm Show (8 a 13/6, em Luís Eduardo Magalhães), expectativa de anúncio do Plano Safra 2026/27 e novos relatórios de oferta e demanda (CONAB e USDA) que devem mexer com os preços de grãos.

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