BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Frango: exportação dispara 32% e preço sobe — a vez da avicultura

O que aconteceu

A avicultura brasileira vive um de seus melhores momentos. Em maio de 2026, os embarques de carne de frango chegaram a 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. O preço acompanhou: nos primeiros dias úteis de junho, a tonelada exportada saiu a uma média de US$ 1.992,1, valorização de cerca de 11% frente a junho de 2025. Santa Catarina, principal polo exportador, já superou a marca de US$ 2 bilhões em exportações de carnes no acumulado de 2026 — recorde histórico para o estado.

Por que o frango está em alta

A explicação combina demanda externa aquecida e oferta concorrente limitada. Surtos de gripe aviária em outros grandes produtores reduziram a disponibilidade global, e o Brasil — que recuperou rapidamente seu status sanitário e mantém custo competitivo — ocupou o espaço aberto. Pesquisadores do Cepea projetam que a avicultura nacional siga em trajetória de crescimento em 2026, com alta de 2,4% nos embarques e produção estimada em 14,73 milhões de toneladas. No mercado interno, o excesso de oferta chegou a pressionar os preços no início do ano, mas a força das exportações vem sustentando a rentabilidade do setor.

O detalhe que muda a conta: milho barato

Para quem produz, há um segundo fator decisivo a favor da margem: o milho — que responde pela maior fatia do custo da ração — está no menor patamar em meses, com o Indicador ESALQ/B3 rondando R$ 65 a saca diante do avanço da colheita da segunda safra. Frango valorizado na ponta de venda e grão barato na ponta de custo desenham uma relação de troca rara para o avicultor. É o tipo de janela em que vale revisar dietas, planejar lotes e travar custo de reposição de insumo enquanto o cenário favorece.

O que o produtor deve fazer agora

Aproveitar o momento exige método. Para o produtor integrado, é hora de alinhar com a agroindústria a programação de lotes e capturar o ganho de eficiência que o milho barato oferece. Para o independente, vale travar preço de grão e negociar contratos de fornecimento com previsibilidade. Em todos os casos, biosseguridade não é despesa, é seguro: o próprio Cepea mantém o risco sanitário no radar, e um único foco mal contido pode fechar mercados inteiros da noite para o dia. Reforçar manejo, controle de acesso e protocolos sanitários protege exatamente a receita que está crescendo.

Conformidade abre — ou fecha — mercados premium

O acesso aos compradores que pagam mais depende cada vez menos só de preço e cada vez mais de comprovar regularidade. Granjas com licenciamento ambiental em dia, destinação correta de resíduos e documentação organizada entram em listas de fornecedores qualificados; as demais ficam de fora. Em um setor que cresce puxado pela exportação, transformar conformidade ambiental em ativo comercial é o que separa quem surfa o ciclo de quem apenas assiste.

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