BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: suinocultura

  • Preço do suíno vivo cai 40% em 2026: o que a produção recorde muda na conta

    O preço do suíno vivo acumula queda de mais de 40% em 2026 frente ao valor que encerrou 2025, segundo o indicador CEPEA, cotado entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por quilo em São Paulo. É o movimento mais duro do ano entre as proteínas: no mesmo período, o frango congelado no atacado paulista recuou 10,5% e o boi gordo seguiu sustentado pela oferta restrita de bovinos.

    Preço do suíno cai no campo, mas não na gôndola

    Um dado incomoda o suinocultor: enquanto o animal vivo desvalorizou cerca de 40% no campo, a carne no varejo caiu apenas cerca de 4%. A diferença ficou na intermediação — frigoríficos e varejo recompuseram margem em cima da oferta abundante. Para o produtor independente, isso significa vender barato um animal cujo custo de produção não caiu na mesma proporção.

    Produção recorde é a raiz da pressão

    A causa central da queda não é falta de demanda, e sim excesso de oferta: a produção brasileira de carne suína deve bater novo recorde histórico em 2026, superando em mais de 4% o volume de 2025 e alcançando cerca de 5,88 milhões de toneladas. As exportações seguem fortes — os embarques de carne suína cresceram mais de 26% na comparação anual no início do ano, e os de aves, mais de 32% — mas o mercado externo não tem absorvido todo o crescimento da produção, e o excedente pressiona o mercado interno.

    O que o suinocultor deve fazer agora

    Primeiro, olhar o custo de ração: milho na casa de R$ 65 por saca e farelo de soja com oferta ampla são o alívio deste ciclo — quem trava o custo do insumo agora protege a margem mesmo com o suíno barato. Segundo, revisar a escala de abate e evitar segurar animais além do peso ótimo: em mercado ofertado, quilo extra vira prejuízo. Terceiro, acompanhar o ciclo — quedas dessa magnitude historicamente antecedem ajuste de alojamento e recuperação de preço; quem tem fôlego financeiro para atravessar o vale tende a capturar a virada.

    Para granjas integradas, o momento é de renegociar contratos com atenção aos indexadores. Para independentes, diversificação de canal (venda direta, cortes especiais, mercado institucional) reduz a dependência do preço spot. E, em qualquer cenário, eficiência ambiental — manejo de dejetos, biogás, licenciamento em dia — deixou de ser custo e virou ativo: reduz risco regulatório e pode gerar receita extra num mercado de carbono em estruturação.

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  • Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    O que aconteceu

    A exportação brasileira de carne suína alcançou 129,4 mil toneladas em maio de 2026, o maior volume já registrado para o mês, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado supera em 9% o embarcado em maio de 2025 (118,8 mil toneladas), e a receita chegou a US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 661,7 mil toneladas — crescimento de 13,1% sobre igual período do ano passado — e a receita avançou 11,9%, de US$ 1,382 bilhão para US$ 1,546 bilhão. Com 1,51 milhão de toneladas exportadas em 2025, o Brasil confirmou oficialmente o posto de terceiro maior exportador mundial, superando o Canadá.

    Por que isso importa para o produtor

    O recorde não é apenas estatística: ele sustenta a demanda interna por suínos e ajuda a firmar os preços pagos ao produtor num momento de custo favorável. O principal insumo da suinocultura é o milho, e o grão vem operando perto das mínimas do ano — o Indicador ESALQ/B3 rondou os R$ 65 por saca em junho, o menor patamar em meses. Ração mais barata combinada com exportação aquecida melhora a relação de troca de quem está no confinamento de suínos, abrindo uma janela de rentabilidade que nem sempre aparece junta.

    O risco que mora na concentração

    O ponto de atenção é a dependência de poucos destinos. As Filipinas seguem na liderança das compras, com 27,2 mil toneladas em maio, mas o volume recuou 3,8% frente ao ano anterior — lembrete de que mercado concentrado é mercado vulnerável. Decisões sanitárias ou comerciais de um único comprador podem virar o jogo da noite para o dia. Diversificar destinos e reforçar a sanidade do plantel são as melhores defesas; o status sanitário do Brasil é o ativo que abre (ou fecha) portas no mercado internacional.

    O que o produtor pode fazer agora

    Aproveitar a janela favorável de custo e demanda exige método, não improviso. Vale travar o custo da ração enquanto o milho está barato, revisar índices zootécnicos para extrair mais de cada quilo de ração e organizar a documentação sanitária e ambiental da granja. É justamente nesse último ponto que muitos produtores deixam valor na mesa: a regularização ambiental, o manejo correto de dejetos e a rastreabilidade deixaram de ser burocracia para virar condição de acesso aos mercados que pagam mais. Quem trata o licenciamento como ativo comercial chega mais preparado ao próximo ciclo.

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