BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: safra recorde

  • Relatório WASDE de julho: USDA corta estoque de milho e mantém soja

    O relatório WASDE de julho, divulgado pelo USDA na sexta-feira (10), trouxe um recado dividido para o mercado de grãos: os estoques finais de milho foram reduzidos, sinalizando oferta mais enxuta nos Estados Unidos, enquanto os estoques de soja da safra 2026/27 ficaram inalterados. Para o Brasil, o departamento americano manteve as projeções de safra recorde: 175 milhões de toneladas de soja e 131 milhões de toneladas de milho no ciclo 2026/27.

    O que o relatório WASDE mudou no milho

    O corte nos estoques americanos de milho foi o ajuste mais expressivo do relatório e deu sustentação aos preços: o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 3,16%. Oferta mais apertada nos EUA tende a dar suporte às cotações internacionais justamente no momento em que a colheita da safrinha brasileira avança e pressiona os preços internos — no Norte Central do Paraná, a saca era negociada na sexta em torno de R$ 68,00, enquanto no Norte mato-grossense o valor rondava R$ 40,00, segundo levantamentos regionais.

    Soja: sem gatilho de alta, exportação é o suporte

    Na soja, a manutenção dos estoques finais americanos tira do radar um gatilho imediato de alta. O sustento dos preços segue vindo do ritmo forte de embarques brasileiros e da demanda aquecida. A Conab, no 9º levantamento, estima a safra 2025/26 já colhida em 180,3 milhões de toneladas — e o próprio USDA projeta novo recorde para o ciclo seguinte. Em resumo: oferta global confortável, sem espaço para esperar grandes ralis.

    O que isso significa para a sua comercialização

    Para o produtor de milho, o suporte externo criado pelo corte de estoques nos EUA pode abrir janelas pontuais de venda mesmo com a safrinha recorde entrando no mercado. Vale acompanhar a paridade de exportação nos portos do Arco Norte e travar volumes quando o prêmio compensar — esperar o fundo do mercado com 140 milhões de toneladas colhidas no país costuma ser aposta cara.

    No caso da soja, o cenário de estoques estáveis reforça a estratégia de vendas escalonadas: aproveitar os repiques de câmbio e de prêmio em vez de concentrar a venda numa única janela. E, com margens mais apertadas por causa dos custos de insumos ainda pressionados, cada real por saca faz diferença — planejamento comercial e financeiro deixou de ser luxo, é sobrevivência.

    Quem pensa além da safra atual deve olhar também para o ativo terra e para as receitas ambientais da propriedade, que não dependem do humor de Chicago. Diversificar a renda da fazenda é a proteção mais barata contra relatório de oferta e demanda.

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  • Déficit de armazenagem: safra recorde deixa 135 milhões de toneladas sem silo

    O Brasil caminha para colher a maior safra de grãos da sua história — cerca de 353 milhões de toneladas, segundo os levantamentos mais recentes — e esbarra em um problema antigo que nunca esteve tão exposto: o déficit de armazenagem. A capacidade estática nacional cobre apenas cerca de 62% desse volume, o que deixa aproximadamente 135 milhões de toneladas sem lugar adequado para serem guardadas, segundo dados divulgados pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

    Onde o déficit de armazenagem aperta mais

    A média nacional já é ruim, mas o quadro é pior justamente onde a produção mais cresce. Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, considerando primeira e segunda safras, a capacidade de armazenagem fica próxima de 50% do que é colhido. A produção de grãos avançou em ritmo muito mais rápido do que a construção de silos e armazéns — e a colheita recorde do milho safrinha de 2026, somada à supersafra de soja, transformou o gargalo estrutural em problema imediato de logística e de preço.

    O que isso custa para o produtor

    Sem armazém, o produtor é empurrado para o pior cenário comercial: vender na pressão da colheita, quando a oferta é máxima e o preço tende a ser o menor do ciclo. O gargalo também alimenta filas nos armazéns de terceiros, eleva o custo do frete — que já subiu com o escoamento da safrinha — e aumenta as perdas pós-colheita por falta de estrutura adequada de secagem e conservação. Na prática, cada tonelada sem silo é margem que sai do bolso de quem produziu.

    O que o produtor pode fazer agora

    Três frentes merecem atenção. Primeiro, planejamento comercial: quem não tem armazém próprio precisa antecipar contratos de armazenagem e escalonar a venda para não concentrar tudo no pico da oferta. Segundo, investimento: as linhas do Plano Safra voltadas à construção e ampliação de armazéns (como o PCA) seguem sendo o principal caminho de financiamento — e a armazenagem própria costuma se pagar pela melhora do preço médio de venda e pela redução de frete no pico. Terceiro, informação: a ABIMAQ lançou um guia prático e gratuito de armazenagem eficiente, voltado a produtores e gestores do setor.

    O recado da supersafra de 2026 é claro: produzir mais deixou de ser o único desafio — guardar e vender bem virou parte central da rentabilidade. Quem tratar a armazenagem como investimento estratégico, e não como despesa, tende a capturar mais valor nas próximas safras.

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  • Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    A Conab divulgou nesta quinta-feira (11) o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 e confirmou o que o campo já sentia: o Brasil deve colher 358,6 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica — alta de 1,8% sobre o ciclo anterior, ou 6,4 milhões de toneladas a mais. A área cultivada chegou a 83,5 milhões de hectares e a produtividade média nacional está prevista em 4.295 kg/ha, puxada por clima favorável na maior parte do ciclo.

    Soja e milho seguram o recorde

    A soja, com colheita praticamente encerrada, fecha em 180,3 milhões de toneladas — incremento de 8,8 milhões sobre a safra passada e maior volume já registrado. O milho soma 140,5 milhões de toneladas nas três safras: a primeira atingiu 29,3 milhões (+17,7%), com produtividade recorde de 7.110 kg/ha; a segunda safra, em início de colheita, deve render 107,9 milhões. O sorgo cresce 24,9%, para 7,62 milhões de toneladas. Na contramão, arroz cai 13,2% (11,1 milhões de toneladas) e algodão recua 2,5%, ambos por menor área.

    O outro lado do recorde: estoques e preços

    O boletim traz o dado que mais interessa a quem ainda tem grão para vender: as exportações de soja estão projetadas em 116,1 milhões de toneladas e o processamento interno em 61,58 milhões, deixando estoque de passagem de 9,2 milhões de toneladas. No milho, o estoque final pode chegar a 13,25 milhões de toneladas em janeiro de 2027. Em bom português: oferta abundante limita o espaço de alta dos preços internos, mesmo com demanda firme de exportação e etanol de milho.

    O que o produtor deve fazer

    Recorde de produção com estoque alto transfere o resultado da porteira para a gestão. Três frentes: primeiro, comercialização escalonada — vender em parcelas e travar câmbio quando houver janela, em vez de apostar tudo num repique. Segundo, custo por saca — com preço de venda achatado, a margem de 2026/27 será definida no planejamento de insumos que começa agora. Terceiro, ativos de longo prazo: ciclos de preço baixo historicamente são bons momentos para investir em armazenagem própria e em terra — quem compra fundamento no ciclo de baixa colhe valorização no ciclo seguinte.

    E vale o lembrete: produtividade recorde com a mesma terra é também um argumento ambiental. Documentar esse desempenho — CAR regularizado, manejo registrado — é o que transforma eficiência produtiva em acesso a crédito melhor e a mercados que pagam mais.

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