BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

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  • Plano Safra 2026/27 vem aí: até R$ 570 bi e juros menores no radar

    Plano Safra 2026/27 vem aí: até R$ 570 bi e juros menores no radar

    Plano Safra 2026/27 deve ser anunciado no fim de junho

    O governo federal deve anunciar nos próximos dias o Plano Safra 2026/2027, principal programa de crédito do agronegócio brasileiro. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o pacote para a agricultura empresarial deve ficar entre R$ 568 bilhões e R$ 570 bilhões — alta de cerca de 10% sobre os R$ 516,2 bilhões da safra anterior.

    A maior disputa, porém, não é o volume, e sim o custo do dinheiro. O Mapa negocia com a Fazenda uma redução de cerca de 2 pontos percentuais nas taxas de juros, com o objetivo de levar os financiamentos da agricultura empresarial para a faixa de 6% a 11% ao ano e, em algumas linhas, buscar juros de um dígito.

    Crédito mais barato em ano de margem apertada

    O contexto explica a importância do anúncio. Com a Selic em 14,25% ao ano, o crédito subsidiado do Plano Safra é o que viabiliza custeio e investimento para boa parte dos produtores. Do outro lado, os preços de grãos pressionados — o milho ESALQ recuou para R$ 62,97 a saca em meados de junho — e os custos de produção ainda elevados deixam pouca gordura para queimar.

    Há, no entanto, um detalhe que todo produtor precisa ter em mente: os recursos com juros equalizados são limitados e costumam acabar antes do fim da safra. Na prática, quem se organiza primeiro pega as melhores taxas; quem deixa para depois corre o risco de só encontrar crédito a custo de mercado.

    Como se preparar

    A recomendação é não esperar o último minuto. Vale adiantar a documentação junto ao banco, separar com clareza o que é custeio do que é investimento, avaliar enquadramento em linhas como o Pronamp e simular diferentes cenários de comercialização antes de travar o financiamento. Planejar o fluxo de caixa da safra com as condições reais do Plano — e não com a expectativa — evita decisões apressadas quando o recurso aperta.

    Para quem pensa em expandir área ou investir em estrutura, o momento do anúncio é também a hora de revisitar o plano de negócios e a estratégia de capital da propriedade.

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  • Senado aprova renegociação de dívidas rurais com juros de até 7,5% ao ano

    Senado aprova renegociação de dívidas rurais com juros de até 7,5% ao ano

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o PL 5.122/2023, que cria uma linha especial de refinanciamento de dívidas para produtores rurais, com carência, juros reduzidos e prazo alongado. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ampliou o texto original para permitir o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outras fontes. Como houve mudanças, o projeto volta à Câmara dos Deputados antes de seguir à sanção presidencial.

    O que o texto prevê

    Os números aprovados são relevantes para quem carrega dívida de custeio ou investimento: financiamento de até R$ 10 milhões por beneficiário e até R$ 50 milhões por associação, cooperativa de produção ou condomínio, com prazo de pagamento de até 10 anos, acrescidos de 3 anos de carência. Os juros variam por perfil: 3,5% ao ano para o Pronaf e pequenos produtores, 5,5% para o Pronamp e médios, e 7,5% para os demais — bem abaixo do custo do crédito livre atual.

    Podem entrar dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural contratadas até 31 de dezembro de 2025, renegociadas ou não, com recálculo dos débitos sem multa, mora e encargos de inadimplência. O projeto ainda autoriza prorrogação de 180 dias dos vencimentos das operações abrangidas, com suspensão de execuções judiciais e de inscrição em cadastros negativos nesse período. Além do Fundo Social, FNO, FNE, FCO e Funcafé poderão operar a linha em suas regiões.

    Quem tem direito

    O benefício alcança produtores, associações, cooperativas e condomínios que comprovem critérios objetivos ligados a calamidades e perdas produtivas — o relatório incluiu também impactos econômicos de conflitos geopolíticos. Na área da Sudene, o período de análise de calamidades foi ampliado para 2012 a 2025. Como resumiu a senadora Tereza Cristina no plenário: a safra foi plantada com dólar a R$ 6 e está sendo colhida com dólar a R$ 5, com commodities em baixa e juros em alta.

    O que o produtor deve fazer agora

    A leitura da Senior: ainda não é lei. O texto volta à Câmara e o governo resiste ao uso do Fundo Social, prevendo impacto bilionário nas contas — o desenho final pode mudar. Mas o critério de acesso já está claro: comprovação documental de calamidade ou perda produtiva. Quem quer estar na fila quando a linha abrir deve organizar desde já laudos de perdas, decretos de emergência do município, registros de produtividade e a regularidade ambiental do imóvel (CAR e afins), que os bancos exigem na contratação. Documentação pronta é a diferença entre acessar juros de 3,5% a 7,5% ou continuar pagando o crédito mais caro do mercado.

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