BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: produtividade

  • Conectividade no campo: a corrida por produtividade na Bahia Farm Show

    Conectividade no campo: a corrida por produtividade na Bahia Farm Show

    O que aconteceu

    De 8 a 13 de junho, Luís Eduardo Magalhães (BA) recebe a Bahia Farm Show 2026, uma das maiores vitrines de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste. O tema que organiza a feira deste ano é claro: conectividade, agricultura de precisão e alta performance no campo. Fabricantes apresentam tratores e implementos com telemetria, piloto automático e automação embarcada — soluções que deixaram de ser exclusividade do grande produtor e passaram a mirar também as operações médias.

    Por que conectividade virou fator de competitividade

    A lógica é simples: máquina conectada produz dado, e dado bem usado reduz custo. Sistemas de piloto automático e telemetria diminuem sobreposição de aplicação, falhas operacionais e consumo de combustível — que está entre os maiores custos variáveis de uma lavoura. Em uma fronteira agrícola como o oeste baiano, onde a escala é grande e a janela de plantio é curta, ganhar eficiência por hectare deixou de ser diferencial e virou condição de sobrevivência da margem.

    O gargalo que ninguém vende no estande

    Há um porém honesto: a tecnologia embarcada só entrega o prometido se houver conectividade rural de verdade. Boa parte das propriedades brasileiras ainda opera com sinal instável, e telemetria sem rede vira recurso subutilizado. Antes de assinar o financiamento de um trator de ponta, o produtor precisa avaliar a infraestrutura de comunicação da sua fazenda e o quanto realmente vai usar dos recursos disponíveis — investir em pacote tecnológico que ficará ocioso é desperdício de capital.

    O que o produtor deve fazer

    Quem vai à feira — ou negocia com a revenda — deve comparar não só o preço da máquina, mas o custo total por hectare ao longo da vida útil, incluindo manutenção da eletrônica e disponibilidade de assistência técnica na região. Vale priorizar tecnologias com retorno mensurável (economia de combustível e insumos comprovada) em vez de pacotes vendidos pelo apelo da novidade.

    A leitura Senior

    Investir em produtividade dentro da porteira só faz sentido sobre uma base patrimonial sólida. Terra avaliada corretamente, regularização ambiental em dia e acesso a crédito estruturado são o que viabilizam — e baratearam — esse tipo de investimento. Modernizar a operação sem organizar o ativo terra é construir o telhado antes da fundação.

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    Fontes: Times Brasil, Diário do Sudoeste da Bahia, CAEP Brasil.

  • Caminho Verde Brasil: R$ 30 bi para recuperar pasto e produzir mais

    Programa federal mira 40 milhões de hectares de pasto degradado

    O Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária, tem a meta de restaurar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas ao longo de dez anos, transformando pastagens de baixa produtividade em lavouras e sistemas de alto rendimento — sem precisar abrir uma única árvore nova. O programa já tem R$ 30,2 bilhões previstos, com a primeira fase recuperando entre 1,4 e 3 milhões de hectares financiados por receitas de leilão.

    Por que isso é grande para o produtor rural

    O número que explica a oportunidade é este: o Brasil tem cerca de 165 milhões de hectares de pastagens, e aproximadamente 82 milhões apresentam algum grau de degradação. É terra que já está aberta, dentro da porteira, produzindo abaixo do potencial. Recuperar esse solo significa colher mais na mesma área, em vez de avançar sobre vegetação nativa — exatamente o tipo de intensificação que o mercado interno e os compradores internacionais passaram a exigir.

    A distribuição dos recursos por bioma dá a dimensão de onde está o foco: o Cerrado deve receber R$ 17,2 bilhões, a Mata Atlântica R$ 4 bilhões, a Amazônia R$ 3,5 bilhões e a Caatinga R$ 3 bilhões. Para o produtor situado nessas regiões, isso representa linhas de financiamento e mecanismos de apoio para recuperar solo, corrigir pastagem e migrar para sistemas mais produtivos com custo de capital menor do que o de mercado.

    A oportunidade vai além da produtividade

    Restaurar área degradada não melhora só a colheita. Solo recuperado e manejo de baixo carbono são a base para acessar pagamentos por serviços ambientais e gerar créditos de carbono — uma fonte de receita adicional que ganha corpo à medida que o mercado regulado brasileiro avança. O produtor que documenta a recuperação da sua área, mantém a regularização ambiental em dia e estrutura o projeto tecnicamente sai na frente para captar tanto os recursos do programa quanto os ganhos ambientais que vêm depois.

    O que fazer agora

    O primeiro passo é diagnóstico: saber quanto da sua área está degradada, qual o potencial de recuperação e como enquadrar a propriedade nas linhas do programa e nas exigências ambientais. Recuperação de pastagem combina agronomia, planejamento financeiro e adequação ambiental — e quem chega com o projeto pronto disputa melhor os recursos que estão sendo destravados.

    Leia também: Exportação de carne bovina bate recorde · Mercado de carbono: o que muda para o produtor

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    Fontes consultadas: Mapa/Gov.br, Canal Rural, Embrapa
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