BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: juros

  • Máquinas agrícolas: vendas caem 13% e importadas da Ásia avançam 48%

    Máquinas agrícolas: vendas caem 13% e importadas da Ásia avançam 48%

    Mercado em marcha lenta

    O mercado de máquinas agrícolas começou 2026 em retração: as vendas no varejo somaram 9,8 mil unidades no primeiro trimestre, queda de 13,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Anfavea. Para o ano fechado, a entidade projeta 46,7 mil unidades vendidas — recuo de 6,2% em relação a 2025.

    Juros altos e renda volátil seguram a compra

    O freio tem duas causas principais: o custo elevado do crédito, que encarece qualquer financiamento de trator ou colheitadeira, e a volatilidade da renda no campo, com grãos pressionados por safras recordes. Nesse cenário, o produtor adia a renovação de frota — mesmo com a agenda cheia de colheita de safrinha e preparo para o plantio 2026/27.

    A Ásia entra pela porteira

    Enquanto o mercado total encolhe, as máquinas agrícolas importadas avançam: foram 3,35 mil unidades no primeiro trimestre, crescimento de 48,4% na comparação anual. A Índia lidera o ranking de origem das importações, e as máquinas chinesas crescem 85,7% no acumulado recente, segundo levantamento do setor. O atrativo é o preço — em geral abaixo do produto nacional equivalente —, o que pressiona a indústria local e amplia o leque de opções do comprador.

    O que pesar antes de investir

    Preço de tabela não é custo total. Antes de fechar negócio com marca entrante, o produtor deve colocar na conta a rede de assistência técnica na sua região, a disponibilidade de peças de reposição, o valor de revenda da máquina usada e a compatibilidade com implementos já existentes. Máquina parada em plena colheita custa mais caro que qualquer desconto obtido na compra. Vale também comparar as linhas de investimento do Plano Safra 2026/27 com o financiamento das próprias montadoras e avaliar alternativas como consórcio, seminovos e terceirização de operações pontuais.

    Decisão de gestão, não de vitrine

    Num ano de margens apertadas, a renovação de frota deve seguir a mesma lógica de qualquer investimento na fazenda: retorno calculado, risco mapeado e financiamento compatível com o fluxo de caixa da safra. Quem compra bem no ciclo de baixa costuma colher a diferença no ciclo seguinte.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Plano Safra 2026/27 vem aí: até R$ 570 bi e juros menores no radar

    Plano Safra 2026/27 vem aí: até R$ 570 bi e juros menores no radar

    Plano Safra 2026/27 deve ser anunciado no fim de junho

    O governo federal deve anunciar nos próximos dias o Plano Safra 2026/2027, principal programa de crédito do agronegócio brasileiro. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o pacote para a agricultura empresarial deve ficar entre R$ 568 bilhões e R$ 570 bilhões — alta de cerca de 10% sobre os R$ 516,2 bilhões da safra anterior.

    A maior disputa, porém, não é o volume, e sim o custo do dinheiro. O Mapa negocia com a Fazenda uma redução de cerca de 2 pontos percentuais nas taxas de juros, com o objetivo de levar os financiamentos da agricultura empresarial para a faixa de 6% a 11% ao ano e, em algumas linhas, buscar juros de um dígito.

    Crédito mais barato em ano de margem apertada

    O contexto explica a importância do anúncio. Com a Selic em 14,25% ao ano, o crédito subsidiado do Plano Safra é o que viabiliza custeio e investimento para boa parte dos produtores. Do outro lado, os preços de grãos pressionados — o milho ESALQ recuou para R$ 62,97 a saca em meados de junho — e os custos de produção ainda elevados deixam pouca gordura para queimar.

    Há, no entanto, um detalhe que todo produtor precisa ter em mente: os recursos com juros equalizados são limitados e costumam acabar antes do fim da safra. Na prática, quem se organiza primeiro pega as melhores taxas; quem deixa para depois corre o risco de só encontrar crédito a custo de mercado.

    Como se preparar

    A recomendação é não esperar o último minuto. Vale adiantar a documentação junto ao banco, separar com clareza o que é custeio do que é investimento, avaliar enquadramento em linhas como o Pronamp e simular diferentes cenários de comercialização antes de travar o financiamento. Planejar o fluxo de caixa da safra com as condições reais do Plano — e não com a expectativa — evita decisões apressadas quando o recurso aperta.

    Para quem pensa em expandir área ou investir em estrutura, o momento do anúncio é também a hora de revisitar o plano de negócios e a estratégia de capital da propriedade.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Selic cai a 14,25%: o que muda no crédito rural do produtor

    Selic cai a 14,25%: o que muda no crédito rural do produtor

    O que aconteceu

    Na reunião encerrada em 17 de junho de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 15% para 14,25% ao ano — o primeiro corte depois de um longo ciclo de juros no maior patamar em quase duas décadas. No comunicado, o Copom manteve o tom cauteloso: a inflação ainda roda acima da meta e o cenário externo segue incerto. Ou seja, foi um alívio, não uma virada de chave.

    Por que isso importa para o produtor

    A Selic é o piso de todo o crédito da economia, e o crédito rural não escapa. O Plano Safra 2026/27, anunciado este mês com R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, já saiu com juros entre 8,5% e 14% ao ano — de 1,5 a 2 pontos percentuais acima do plano anterior, justamente por causa da Selic alta no momento do desenho do programa. O lado positivo: a subvenção bancada pelo Tesouro saltou de R$ 92 bilhões para R$ 113 bilhões, um esforço de mais de 20% para segurar o custo das linhas equalizadas.

    O corte desta semana não derruba automaticamente as taxas já contratadas do Plano Safra, que são fixas por linha. Mas muda a dinâmica de duas frentes que pesam direto no bolso: o crédito de custeio fora das linhas equalizadas (que acompanha o mercado) e o custo de rolagem de dívidas — capital de giro, antecipações e financiamentos privados atrelados ao CDI tendem a ficar um pouco menos salgados nos próximos meses se o ciclo de queda continuar.

    O que o produtor deve fazer agora

    Primeiro, não confundir o anúncio com dinheiro mais barato já na conta. Quem vai operar com as linhas oficiais do Plano Safra deve correr para garantir limite enquanto há recurso equalizado — historicamente as faixas mais baratas esgotam antes do fim do ano-safra. Segundo, para quem depende de crédito livre ou está renegociando dívida, vale revisar o cronograma: se a expectativa de mercado é de novos cortes, alongar a um custo travado hoje pode ser pior do que esperar. Terceiro, com a Selic ainda em dois dígitos altos, manter caixa parado rende muito — planejar o fluxo para que o dinheiro do financiamento só saia quando for usado faz diferença real na conta da safra.

    O recado de fundo é que 2026/27 será uma safra de margem apertada, em que o custo financeiro deixou de ser detalhe e virou variável central da decisão. Trocar 1 ou 2 pontos de juros, escolher a linha certa e dimensionar bem a alavancagem podem ser a diferença entre fechar a safra no azul ou no vermelho.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Plano Safra 2026/27 sai em junho: o que esperar do crédito

    Plano Safra 2026/27 sai em junho: o que esperar do crédito

    O que aconteceu

    O governo federal deve anunciar o Plano Safra 2026/27 ainda em junho. O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que um valor acima dos R$ 516,2 bilhões liberados na temporada 2025/26 é “factível”; o anúncio é esperado para o fim de junho, já que o plano passa a valer em 1º de julho. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pressiona por um pacote de R$ 623 bilhões — 53,5% acima dos R$ 405,9 bilhões do ciclo atual, com R$ 104,9 bilhões para a agricultura familiar — e o Ministério defende publicamente que as linhas de custeio saiam com juros de um dígito.

    Contexto e impacto para o produtor

    O Plano Safra é o principal instrumento de financiamento do agro brasileiro: define quanto crédito subsidiado estará disponível para custeio, investimento e comercialização, e a que taxa. Para o produtor, a diferença entre um juro de 8% e um de 12% ao ano decide se vale a pena financiar insumos, máquinas e armazenagem ou tocar a safra com capital próprio.

    O ponto de atenção não é só o número de manchete. Na temporada 2025/26, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões, mas o Tesouro Nacional só conseguiu equalizar juros para R$ 113,8 bilhões — menos de um quarto do total. Ou seja, a maior parte do crédito saiu a taxas de mercado, bem acima das linhas subsidiadas. Em 2026/27, com restrição fiscal apertada, o risco de repetição é real. Anúncio grande não significa, automaticamente, dinheiro barato no balcão do banco.

    O que o produtor deve fazer

    Três frentes vão andar juntas neste Plano Safra: crédito, seguro rural e renegociação de dívidas. Quem chega ao período de contratação com a documentação em dia larga na frente. Isso inclui regularização ambiental — desde janeiro de 2026, imóveis sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e sem embargos ativos perdem acesso às linhas oficiais subsidiadas. Antecipe a checagem do CAR, do enquadramento e do limite de crédito antes da janela de plantio, e não na véspera.

    Vale também simular cenários: se a equalização de juros for limitada como no ano passado, qual parcela do custeio você consegue bancar com recursos próprios ou crédito privado? Planejar agora evita decisão apressada quando o Plano sair.

    A leitura Senior

    Plano Safra robusto no papel é bom sinal, mas o produtor decide pelo crédito que efetivamente chega à fazenda — e ele depende de equalização fiscal e de estar ambientalmente regular. Quem trata regularização e enquadramento como tarefa de última hora costuma pagar mais caro ou ficar de fora das melhores linhas.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
🌾 Agro
Commodities Agrícolas
🌿 Cripto
Carbono & Cripto