BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: inverno 2026

  • Onda de frio com risco de geada coloca café, milho e pasto em alerta

    Onda de frio com risco de geada coloca café, milho e pasto em alerta

    Frio polar reacende o fantasma da geada

    Uma massa de ar polar avançou sobre as principais regiões produtoras do Centro-Sul nesta semana, interrompeu a sequência de quedas em vários mercados e recolocou a geada no centro das preocupações de quem está no campo. No Paraná, os termômetros podem chegar a níveis capazes de provocar geada não apenas no café, mas também em milho, feijão e pastagens. O avanço do ar frio sobre o Sudeste foi tão relevante que segurou o movimento de baixa do café arábica, com o mercado virando a chave para um cenário de cautela.

    Por que o alerta importa para a safra

    A geada é um dos eventos de maior potencial destrutivo para o cafeicultor: quando atinge a planta em pontos críticos, compromete não apenas a colheita corrente, mas a produtividade da safra seguinte, já que o cafeeiro leva tempo para se recuperar. Nas pastagens, o frio intenso queima a forragem justamente no auge da estação seca, reduzindo a oferta de alimento e pressionando o custo do pecuarista que depende do pasto. E o quadro não se encerra agora: a previsão aponta uma segunda frente fria, mais intensa, para a última semana de junho, capaz de levar as temperaturas para baixo de 10°C em amplas áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

    O que o produtor deve fazer agora

    O primeiro passo é acompanhar diariamente as previsões do Inmet e de serviços privados de meteorologia, com atenção especial às mínimas abaixo de 4°C — patamar a partir do qual o risco de geada se torna concreto. Vale mapear as áreas de baixada da propriedade, que acumulam ar frio e são as primeiras a congelar, e priorizar nelas as medidas de proteção. No café, manejos como irrigação noturna, controle de mato para reduzir o efeito de resfriamento do solo e proteção de mudas ajudam a mitigar perdas. Na pecuária, antecipar reservas de forragem, silagem e suplementação evita que o frio se transforme em queda de desempenho do rebanho.

    Planejamento reduz o tamanho do prejuízo

    Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a integrar o planejamento da propriedade. Mais do que reagir a cada frente fria, o produtor que mapeia os riscos da sua terra, organiza a documentação ambiental e estrutura a gestão da fazenda chega ao inverno com mais margem de manobra. Clima é variável que não se controla — mas a exposição a ele, sim.

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    📌 Leia também: Plano Safra 2026/27: o que esperar do crédito rural | Exportação de carne bovina salta 70% | Cotações agrícolas de maio 2026

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  • El Niño volta no inverno de 2026: risco de geada no Sul e seca no Norte

    El Niño volta no inverno de 2026: risco de geada no Sul e seca no Norte

    El Niño deve se firmar no inverno de 2026

    Depois de meses sob influência de uma La Niña fraca, marcada por chuvas irregulares e veranicos, os modelos climáticos indicam uma virada. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, há mais de 60% de chance de o El Niño se estabelecer já no trimestre maio–junho–julho, com probabilidade superior a 90% no segundo semestre. O Inmet também sinalizou possíveis impactos do fenômeno na projeção agroclimática para o período.

    O que muda no clima do campo

    O El Niño tende a tornar mais escassos os episódios de frio intenso e duradouro: as massas de ar frio passam a se intercalar com períodos mais aquecidos, aumentando a amplitude térmica. Mesmo assim, algumas frentes frias ainda devem chegar ao Sul, com risco de geada pontual em Santa Catarina e nos estados vizinhos. O padrão esperado é de mais chuva no Sul, tempo mais seco no Norte e temperaturas acima da média em boa parte do Centro-Sul ao longo do outono e do inverno.

    Impacto direto na safra e na pecuária

    Para quem está no campo, o cenário pede atenção em duas pontas. As culturas de inverno, como trigo e outros cereais, são sensíveis ao excesso de umidade no Sul, principalmente nas fases de floração e enchimento de grãos, quando a chuva em demasia favorece doenças e compromete a qualidade. Já no Norte e no Nordeste, a tendência de redução das chuvas eleva o risco de estiagem, prejudicando sistemas de sequeiro e a implantação da safra de verão. Na pecuária, a irregularidade hídrica afeta a rebrota das pastagens e o planejamento da suplementação no período seco.

    O que o produtor deve fazer agora

    Antecipar decisões é a melhor defesa contra a volatilidade climática. No Sul, vale revisar o calendário de plantio das culturas de inverno, reforçar a drenagem e o monitoramento fitossanitário diante da umidade. No Norte e Nordeste, o foco deve ser a gestão da água, o ajuste da lotação das pastagens e o planejamento de reservas de volumoso. Em todas as regiões, a contratação de seguro rural e o uso de previsões climáticas regionalizadas reduzem a exposição a perdas — sobretudo num ano em que crédito e recursos para o seguro estão mais restritos.

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