BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: grãos

  • Safra de trigo 2026: área cai 12,5% e importação passa de 8 mi t

    Safra de trigo 2026: área cai 12,5% e importação passa de 8 mi t

    A safra de trigo 2026 confirma o que o produtor do Sul já sinalizava desde o inverno passado: o cereal perdeu espaço. A produção brasileira foi revisada para 6,38 milhões de toneladas, queda de 18,9% frente a 2025, com área de 2,14 milhões de hectares (-12,5%) e produtividade média de 2.985 kg/ha (-7,3%). Consultorias privadas são ainda mais pessimistas: a Safras & Mercado projeta recuo de 20% na área e produção perto de 5,855 milhões de toneladas.

    Onde a safra de trigo 2026 encolheu: o Sul concentra o ajuste

    A região Sul responde por mais de 85% da produção nacional de trigo, e é lá que o corte aparece com força. No Rio Grande do Sul, a área plantada deve cair 28,6%, para 750 mil hectares — quase um terço a menos de lavoura. O Paraná segue caminho diferente, mantendo ritmo de plantio e com lavouras em boas condições. No agregado nacional, o plantio já alcança 87,3% da área prevista, acima do mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos.

    A explicação é a de sempre, mas vale dizer com todas as letras: preço de trigo que não paga custo de produção faz o produtor migrar para outra cultura de inverno ou simplesmente deixar a área em pousio. Não é falta de tecnologia — é decisão de margem.

    A dependência da importação volta a crescer

    Com produção menor, o Brasil deve ampliar as importações para mais de 8 milhões de toneladas, principalmente da Argentina. Isso significa que o preço do pão, da massa e do farelo de trigo no mercado interno vai depender cada vez mais do câmbio e da safra do vizinho — dois fatores sobre os quais o produtor brasileiro não tem nenhum controle. Em cenário de clima adverso, o risco de perda de produtividade e de qualidade do grão nacional agrava ainda mais essa dependência.

    O que isso muda na sua decisão

    Para quem planta trigo: área menor no Brasil e no mundo tende a sustentar prêmio para trigo de boa qualidade — pão e melhorador. Vale investir em classificação, secagem e armazenagem própria para não vender no pico da colheita, quando o preço afunda. Quem entrega grão úmido e sem classificação vai capturar o pior preço da janela.

    Para quem compra: pecuarista, avicultor e suinocultor que usam trigo ou farelo na formulação de ração precisam olhar o cenário de importação antes de fechar contratos longos. Trigo mais dependente de câmbio significa custo de ração mais volátil no segundo semestre.

    E para quem está avaliando terra no Sul, fica o alerta óbvio: uma área que perdeu a safra de inverno perde também parte da sua capacidade de gerar receita no ano. Isso precisa entrar na avaliação do ativo, não só a produtividade da soja no verão.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Déficit de armazenagem: safra recorde deixa 135 milhões de toneladas sem silo

    O Brasil caminha para colher a maior safra de grãos da sua história — cerca de 353 milhões de toneladas, segundo os levantamentos mais recentes — e esbarra em um problema antigo que nunca esteve tão exposto: o déficit de armazenagem. A capacidade estática nacional cobre apenas cerca de 62% desse volume, o que deixa aproximadamente 135 milhões de toneladas sem lugar adequado para serem guardadas, segundo dados divulgados pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

    Onde o déficit de armazenagem aperta mais

    A média nacional já é ruim, mas o quadro é pior justamente onde a produção mais cresce. Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, considerando primeira e segunda safras, a capacidade de armazenagem fica próxima de 50% do que é colhido. A produção de grãos avançou em ritmo muito mais rápido do que a construção de silos e armazéns — e a colheita recorde do milho safrinha de 2026, somada à supersafra de soja, transformou o gargalo estrutural em problema imediato de logística e de preço.

    O que isso custa para o produtor

    Sem armazém, o produtor é empurrado para o pior cenário comercial: vender na pressão da colheita, quando a oferta é máxima e o preço tende a ser o menor do ciclo. O gargalo também alimenta filas nos armazéns de terceiros, eleva o custo do frete — que já subiu com o escoamento da safrinha — e aumenta as perdas pós-colheita por falta de estrutura adequada de secagem e conservação. Na prática, cada tonelada sem silo é margem que sai do bolso de quem produziu.

    O que o produtor pode fazer agora

    Três frentes merecem atenção. Primeiro, planejamento comercial: quem não tem armazém próprio precisa antecipar contratos de armazenagem e escalonar a venda para não concentrar tudo no pico da oferta. Segundo, investimento: as linhas do Plano Safra voltadas à construção e ampliação de armazéns (como o PCA) seguem sendo o principal caminho de financiamento — e a armazenagem própria costuma se pagar pela melhora do preço médio de venda e pela redução de frete no pico. Terceiro, informação: a ABIMAQ lançou um guia prático e gratuito de armazenagem eficiente, voltado a produtores e gestores do setor.

    O recado da supersafra de 2026 é claro: produzir mais deixou de ser o único desafio — guardar e vender bem virou parte central da rentabilidade. Quem tratar a armazenagem como investimento estratégico, e não como despesa, tende a capturar mais valor nas próximas safras.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
  • Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    A Conab divulgou nesta quinta-feira (11) o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 e confirmou o que o campo já sentia: o Brasil deve colher 358,6 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica — alta de 1,8% sobre o ciclo anterior, ou 6,4 milhões de toneladas a mais. A área cultivada chegou a 83,5 milhões de hectares e a produtividade média nacional está prevista em 4.295 kg/ha, puxada por clima favorável na maior parte do ciclo.

    Soja e milho seguram o recorde

    A soja, com colheita praticamente encerrada, fecha em 180,3 milhões de toneladas — incremento de 8,8 milhões sobre a safra passada e maior volume já registrado. O milho soma 140,5 milhões de toneladas nas três safras: a primeira atingiu 29,3 milhões (+17,7%), com produtividade recorde de 7.110 kg/ha; a segunda safra, em início de colheita, deve render 107,9 milhões. O sorgo cresce 24,9%, para 7,62 milhões de toneladas. Na contramão, arroz cai 13,2% (11,1 milhões de toneladas) e algodão recua 2,5%, ambos por menor área.

    O outro lado do recorde: estoques e preços

    O boletim traz o dado que mais interessa a quem ainda tem grão para vender: as exportações de soja estão projetadas em 116,1 milhões de toneladas e o processamento interno em 61,58 milhões, deixando estoque de passagem de 9,2 milhões de toneladas. No milho, o estoque final pode chegar a 13,25 milhões de toneladas em janeiro de 2027. Em bom português: oferta abundante limita o espaço de alta dos preços internos, mesmo com demanda firme de exportação e etanol de milho.

    O que o produtor deve fazer

    Recorde de produção com estoque alto transfere o resultado da porteira para a gestão. Três frentes: primeiro, comercialização escalonada — vender em parcelas e travar câmbio quando houver janela, em vez de apostar tudo num repique. Segundo, custo por saca — com preço de venda achatado, a margem de 2026/27 será definida no planejamento de insumos que começa agora. Terceiro, ativos de longo prazo: ciclos de preço baixo historicamente são bons momentos para investir em armazenagem própria e em terra — quem compra fundamento no ciclo de baixa colhe valorização no ciclo seguinte.

    E vale o lembrete: produtividade recorde com a mesma terra é também um argumento ambiental. Documentar esse desempenho — CAR regularizado, manejo registrado — é o que transforma eficiência produtiva em acesso a crédito melhor e a mercados que pagam mais.

    Precisa de consultoria agroambiental?
    A Senior Agroambiental atua há mais de 10 anos em crédito de carbono, compensação ambiental e investimentos em terras. Solicite um orçamento gratuito →
🌾 Agro
Commodities Agrícolas
🌿 Cripto
Carbono & Cripto