BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: crédito de carbono

  • Remoção de carbono a US$ 150/t: BECCS da FS abre nova fronteira no agro

    A remoção de carbono acaba de ganhar preço de referência no Brasil: a FS, produtora de etanol de milho, fechou as primeiras vendas de créditos gerados por seu projeto BECCS (bioenergia com captura e armazenamento de carbono) em Lucas do Rio Verde (MT) — em um dos contratos, a tonelada saiu a US$ 150. A empresa também firmou acordo de venda futura de 10 mil créditos com a Freepoint Commodities Europe. São as primeiras transações de remoção de carbono do país.

    O que é o BECCS e por que ele importa

    No BECCS, o CO₂ biogênico liberado na fermentação do etanol é capturado e injetado em formação geológica profunda, saindo da atmosfera em definitivo. O projeto da FS já tem aprovação da ANP para o piloto e licença prévia da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, com meta de iniciar a injeção ainda em julho de 2026. A capacidade demonstrada é de 423 mil toneladas de CO₂ por ano — cerca de 12 milhões de toneladas ao longo de 30 anos.

    Por que a remoção de carbono paga tão mais caro

    A comparação com o mercado tradicional explica o interesse: enquanto portfólios de créditos voluntários de conservação (REDD+ e similares) negociam tipicamente entre R$ 35 e R$ 80 por tonelada no Brasil, a remoção permanente com medição robusta alcançou US$ 150 — mais de dez vezes mais. Depois dos escândalos de créditos fantasma e dupla contagem que abalaram o mercado voluntário, o comprador corporativo passou a pagar prêmio por integridade: permanência comprovada, MRV (mensuração, reporte e verificação) forte e lastro físico verificável.

    O que o produtor rural tem a ver com isso

    O sinal de preço vale para todo o agro. Projetos de carbono ligados à produção — recuperação de pastagem degradada, plantio direto, carbono no solo, restauração florestal — valem mais quanto mais perto estiverem do padrão “remoção verificável”. Com a regulamentação do mercado regulado brasileiro (SBCE) prevista para ser concluída até dezembro de 2026, quem tiver documentação fundiária e ambiental em ordem, linha de base bem medida e monitoramento sério vai acessar os contratos que pagam de verdade; quem improvisar vai disputar a faixa de R$ 35.

    A leitura prática: antes de assinar qualquer contrato de carbono, o produtor deve exigir clareza sobre metodologia, permanência e quem paga a verificação — e tratar o projeto como ativo de longo prazo da fazenda, não como renda avulsa. O exemplo da FS mostra que o mercado premia quem estrutura bem.

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  • Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio; o que muda para o agro

    Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio; o que muda para o agro

    Desmatamento na Amazônia recua 61,4% em maio

    O desmatamento na Amazônia caiu 61,4% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados de monitoramento divulgados pelo governo federal. O resultado reforça a tendência de queda observada ao longo do ano e coloca o Brasil no caminho de registrar uma das menores taxas da série histórica — desde que o ritmo de controle seja mantido.

    Mais revelador do que o número geral é o detalhe de onde o desmate ainda acontece. Entre os alertas do período, 37,1% ocorreram em áreas já regularizadas, 21,3% em Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs) e 17,4% em áreas sem qualquer registro fundiário — o desmatamento tipicamente ilegal. Um boletim divulgado em 11 de junho apontou que as FPNDs concentraram cerca de 83,3 mil hectares desmatados entre janeiro de 2025 e abril de 2026.

    Por que isso importa para o produtor

    A queda do desmatamento enquanto o agronegócio segue crescendo — com abertura de novos mercados e o acordo Mercosul-União Europeia em pauta — enfraquece a velha narrativa que associa produção rural a floresta derrubada. Para quem produz dentro da lei, esse é um ativo comercial concreto: compradores internacionais, bancos e o mercado de carbono exigem cada vez mais a comprovação de origem limpa.

    O recado é direto. A pressão regulatória — da lei antidesmatamento europeia (EUDR) às exigências de crédito — separa cada vez mais o produtor regularizado do irregular. Quem tem CAR atualizado, Reserva Legal e APPs em ordem ganha acesso a mercado e financiamento; quem carrega passivo ambiental tende a ficar de fora das melhores oportunidades.

    O que fazer agora

    Regularização deixou de ser burocracia e virou estratégia de negócio. Vale revisar e atualizar o Cadastro Ambiental Rural, concluir o georreferenciamento, resolver pendências fundiárias e manter a documentação de Reserva Legal e áreas de preservação em dia. Mais do que evitar multas, a propriedade regular pode transformar a área de vegetação nativa em fonte de receita — via crédito de carbono, pagamento por serviços ambientais ou valorização da terra.

    Em um cenário de margens apertadas, comprovar conformidade ambiental é o que abre as portas dos mercados que pagam mais e das linhas de crédito mais baratas.

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  • Mercado regulado de carbono avança e abre porta para o produtor

    Mercado regulado de carbono avança e abre porta para o produtor

    O Ministério da Fazenda apresentou em maio ao comitê técnico do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) a proposta preliminar de cobertura setorial do mercado regulado de carbono. Pelo desenho atual, a primeira etapa — prevista para 2027 — alcança papel e celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, petróleo e gás, refino e aviação. Uma segunda leva, em 2029, traz mineração, setor elétrico, vidro, química e a indústria de alimentos e bebidas. A consulta pública deve ir ao ar em julho e a meta do governo é fechar as normas da primeira fase até dezembro de 2026, com obrigatoriedade plena até 2030.

    A agropecuária ficou de fora da obrigação — de propósito

    A Lei 15.042/2024, que criou o SBCE, deixou a produção rural fora do teto de emissões. Na prática, o produtor não terá de comprar permissões para continuar plantando ou criando gado. Isso costuma ser lido como alívio, mas o ponto importante é outro: ficar fora da obrigação não é ficar fora do mercado. O agro entra pelo lado da oferta, como gerador de créditos que os setores obrigados precisarão comprar para cobrir o que emitirem acima do limite.

    Por que isso interessa a quem está no campo

    Quando a indústria pesada passar a ter teto, ela terá duas opções: reduzir emissão ou comprar crédito de quem remove ou evita carbono. Isso cria uma demanda estruturada, com regra e preço de referência — diferente do mercado voluntário, mais raso e volátil. Floresta em pé, recuperação de pastagem degradada, plantio direto consolidado e sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta são exatamente o tipo de ativo que gera esses créditos. O produtor que hoje enxerga a reserva legal só como custo pode passar a vê-la como linha de receita.

    O que fazer na janela 2026-2027

    O intervalo até a entrada em vigor é de preparação, não de espera. Quem chega com a documentação pronta captura o prêmio; quem deixa para depois corre atrás. Na prática isso significa: CAR regularizado e sem pendência, comprovação de adicionalidade (provar que a remoção não aconteceria de qualquer jeito), e um sistema de medição, relato e verificação (MRV) que sustente o crédito numa auditoria. Sem essa base, o projeto não fecha — por melhor que seja a fazenda.

    O recado é direto: o mercado regulado vai dar régua e preço ao carbono brasileiro, e o produtor organizado entra como fornecedor de um insumo que a indústria será obrigada a comprar. Vale começar o diagnóstico da propriedade agora, enquanto as regras ainda estão sendo escritas.

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  • Metano na pecuária: o PL 4.422 e o que muda para o produtor

    Metano na pecuária: o PL 4.422 e o que muda para o produtor

    O que aconteceu

    Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, volta ao centro do debate um projeto que mexe diretamente com a pecuária: o PL 4.422/2025, em tramitação no Senado Federal. O texto dispõe sobre a prevenção e a redução das emissões de metano de origem antrópica e estabelece obrigações de resultado para os setores de agropecuária, resíduos, energia, processos industriais e mudança do uso da terra. Na prática, ele altera a Lei 12.187/2009 (Política Nacional sobre Mudança do Clima) para incluir Planos Setoriais de controle do metano entre os instrumentos oficiais. Segundo a ficha de tramitação do Senado, a matéria passa pelas comissões de Integração Nacional, de Agricultura (CRA) e de Meio Ambiente (CMA), com decisão terminativa nesta última; o prazo de emendas correu entre 7 e 13 de abril de 2026.

    Metano na pecuária e o PL 4.422 — emissão da agropecuária 298,6 Mt CO2e
    A agropecuária é a maior fonte de metano do país: 298,6 Mt CO₂e.

    Por que isso importa para quem cria gado

    O metano é o ponto sensível da conta. De acordo com dados de inventário citados pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, o Brasil é o quinto maior emissor global de metano, e a agropecuária responde pela maior fatia — cerca de 298,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, à frente de resíduos (66,6 milhões) e do uso da terra (27,8 milhões). A maior parte vem da fermentação entérica do rebanho bovino, ou seja, da própria digestão do animal. É por isso que qualquer marco legal sobre metano recai, antes de tudo, sobre a pecuária de corte e de leite.

    Vale registrar que o tema é controverso. Entidades do setor argumentam que o rebanho brasileiro já reduziu a intensidade de emissão por quilo de carne nas últimas décadas e cobram que metas não se transformem em custo regulatório sem contrapartida. Do outro lado, ambientalistas defendem que compromissos internacionais assumidos pelo Brasil precisam virar obrigação concreta. O projeto ainda pode mudar nas comissões — mas a direção da agenda é clara.

    O que o produtor pode fazer agora

    A boa notícia é que reduzir metano deixou de ser só discurso: já existe tecnologia disponível. A Embrapa desenvolveu metodologia para medir a emissão de metano em reprodutores bovinos, abrindo caminho para selecionar geneticamente animais menos emissores. Aditivos alimentares que cortam a emissão entérica avançam rápido — uma startup argentina anunciou em maio de 2026 um composto que reduz o metano bovino em até 90% em testes. Somam-se a isso práticas já consolidadas: integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), recuperação de pastagens degradadas e melhoria do manejo, que aumentam a produtividade por hectare e diluem a emissão por arroba.

    A leitura Senior

    O recado é estratégico: a pecuária de baixo carbono está saindo do campo da imagem para o campo do balanço. Quem mede, reduz e comprova emissão tende a acessar mercados mais exigentes, linhas de crédito verde e, em muitos casos, a transformar a redução em crédito de carbono — receita nova sobre a mesma área. Esperar a obrigação chegar é o pior cenário: significa cumprir com pressa, sem ganho. Antecipar-se, com inventário de emissões e plano de manejo, transforma uma exigência futura em vantagem competitiva hoje. No Dia do Meio Ambiente, a melhor homenagem que o produtor pode fazer ao próprio negócio é tratar carbono e metano como o que de fato são: ativos de gestão.

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  • Pasto degradado vira cacau e carbono: a virada da bioeconomia no Pará

    Pasto degradado vira cacau e carbono: a virada da bioeconomia no Pará

    O que está acontecendo

    No Pará, áreas de pasto degradado estão deixando de ser passivo improdutivo para virar floresta produtiva. A Embrapa já desenvolve mais de 40 projetos de bioeconomia na Amazônia — boa parte no estado — recuperando solos esgotados com sistemas agroflorestais (SAFs) que combinam cacau, mandioca, banana, guaraná e castanha. Perto da Floresta Nacional de Carajás, o plantio de banana cria a sombra ideal para o cacau crescer ao lado de espécies florestais. O movimento ganhou reforço institucional: em abril de 2026, o governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que coloca a biodiversidade no centro da estratégia econômica do país.

    Como o modelo funciona — e por que dá dinheiro

    A lógica é transformar terra degradada em três receitas ao mesmo tempo: produção de alto valor, ativo ambiental e crédito de carbono. A Belterra Agroflorestas, que atua no Pará e em outros estados, opera cerca de 2.500 hectares de SAF, substitui o gado por cacau de alto valor e projeta capturar aproximadamente 500 mil toneladas de carbono até 2030. Para acelerar a expansão, o BNDES aprovou R$ 100 milhões pelo Fundo Clima — parte de um investimento total de R$ 135 milhões para revitalizar 2.750 hectares até 2027, com sequestro estimado de 850 mil toneladas de carbono. Em outras palavras: já há capital de peso enxergando o pasto degradado amazônico como oportunidade, não como problema.

    Por que isso interessa ao produtor paraense

    O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil — cerca de 52% da produção nacional — e convive com milhões de hectares de pastagem em algum grau de degradação. Recuperar essa área com SAF não é filantropia ambiental: é diversificar renda, reduzir a dependência de uma única commodity, valorizar a terra e abrir a porta para o mercado de carbono, que remunera por tonelada sequestrada. Em um estado que sediou a COP30 e segue no centro das atenções ambientais do mundo, propriedade regular e com floresta produtiva tende a valer mais e a vender melhor.

    O que o produtor deve avaliar

    Antes de converter pasto em sistema agroflorestal, vale confirmar a regularidade ambiental (CAR ativo, sem embargo), mapear a área degradada e seu potencial de recuperação, dimensionar o cacau e as espécies do consórcio e, principalmente, entender como acessar o financiamento — Fundo Clima e linhas de baixo carbono — e como habilitar a área para projetos de carbono. É um investimento de médio prazo, já que o cacau leva alguns anos para produzir, mas combina fluxo de caixa futuro com valorização patrimonial imediata.

    A leitura Senior

    Pasto degradado é capital parado. A bioeconomia paraense mostra que recuperar essa terra pode pagar duas vezes: na renda do cacau e na tonelada de carbono. Mas o que destrava o acesso a financiamento e a projetos de carbono é a regularidade ambiental da propriedade. Quem organiza CAR, passivos e documentação primeiro chega à mesa do investidor — quem deixa para depois assiste o vizinho capturar o prêmio.

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  • Mercado regulado de carbono avança: o que muda para o produtor em 2026

    Mercado regulado de carbono avança: o que muda para o produtor em 2026

    Brasil acelera a construção do mercado regulado de carbono

    O governo federal intensificou em 2026 a montagem do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), criado pela Lei nº 15.042/2024. O Ministério da Fazenda instalou o comitê interfederativo e da sociedade civil e dividiu o trabalho em três Grupos de Trabalho temáticos: o de MRV (Monitoramento, Relato e Verificação), o de Metodologias — responsável pelos critérios dos créditos de compensação, os chamados offsets — e o GT Financeiro, que estrutura a plataforma de registro central. A meta declarada é concluir todo o arcabouço infralegal até dezembro de 2026.

    O cronograma que o produtor precisa ter no radar

    O calendário do SBCE já está desenhado e avança rápido. A partir de 2027 começa o relato obrigatório de emissões. Entre 2028 e 2029, operadores que emitem acima de 10 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano deverão submeter planos de monitoramento. A fase de transação plena — quando as licenças e os créditos serão efetivamente negociados — está prevista para 2030. Para 2026, segundo o próprio governo, o desafio não é cortar emissões, mas dar segurança jurídica e previsibilidade ao setor produtivo.

    Por que isso interessa a quem está no campo

    A regulamentação muda o jogo para o produtor rural em duas frentes. De um lado, grandes emissores passam a ter custo de conformidade e buscarão compensar emissões comprando créditos. De outro, quem tem floresta nativa preservada, áreas de recuperação ou projetos de pecuária de baixo carbono pode se tornar fornecedor desses créditos — transformando o que hoje é passivo ambiental, ou área improdutiva, em ativo financeiro com mercado comprador regulado. Estimativas de mercado apontam que a regulação pode destravar um setor bilionário no Brasil, que reúne as melhores condições do mundo para projetos baseados na natureza.

    O que fazer agora, antes de 2030

    Projetos de carbono não se montam da noite para o dia: exigem inventário da área, comprovação de adicionalidade, metodologia validada e documentação fundiária regular. O produtor que iniciar a estruturação agora chega à fase de transação plena, em 2030, com o ativo pronto e certificado — enquanto quem deixar para depois disputará espaço num mercado já maduro. O primeiro passo é diagnosticar o potencial de carbono da propriedade e regularizar a base fundiária e ambiental (CAR, reserva legal e APP), pré-requisito para qualquer projeto elegível.

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  • Caminho Verde Brasil: R$ 30 bi para recuperar pasto e produzir mais

    Programa federal mira 40 milhões de hectares de pasto degradado

    O Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária, tem a meta de restaurar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas ao longo de dez anos, transformando pastagens de baixa produtividade em lavouras e sistemas de alto rendimento — sem precisar abrir uma única árvore nova. O programa já tem R$ 30,2 bilhões previstos, com a primeira fase recuperando entre 1,4 e 3 milhões de hectares financiados por receitas de leilão.

    Por que isso é grande para o produtor rural

    O número que explica a oportunidade é este: o Brasil tem cerca de 165 milhões de hectares de pastagens, e aproximadamente 82 milhões apresentam algum grau de degradação. É terra que já está aberta, dentro da porteira, produzindo abaixo do potencial. Recuperar esse solo significa colher mais na mesma área, em vez de avançar sobre vegetação nativa — exatamente o tipo de intensificação que o mercado interno e os compradores internacionais passaram a exigir.

    A distribuição dos recursos por bioma dá a dimensão de onde está o foco: o Cerrado deve receber R$ 17,2 bilhões, a Mata Atlântica R$ 4 bilhões, a Amazônia R$ 3,5 bilhões e a Caatinga R$ 3 bilhões. Para o produtor situado nessas regiões, isso representa linhas de financiamento e mecanismos de apoio para recuperar solo, corrigir pastagem e migrar para sistemas mais produtivos com custo de capital menor do que o de mercado.

    A oportunidade vai além da produtividade

    Restaurar área degradada não melhora só a colheita. Solo recuperado e manejo de baixo carbono são a base para acessar pagamentos por serviços ambientais e gerar créditos de carbono — uma fonte de receita adicional que ganha corpo à medida que o mercado regulado brasileiro avança. O produtor que documenta a recuperação da sua área, mantém a regularização ambiental em dia e estrutura o projeto tecnicamente sai na frente para captar tanto os recursos do programa quanto os ganhos ambientais que vêm depois.

    O que fazer agora

    O primeiro passo é diagnóstico: saber quanto da sua área está degradada, qual o potencial de recuperação e como enquadrar a propriedade nas linhas do programa e nas exigências ambientais. Recuperação de pastagem combina agronomia, planejamento financeiro e adequação ambiental — e quem chega com o projeto pronto disputa melhor os recursos que estão sendo destravados.

    Leia também: Exportação de carne bovina bate recorde · Mercado de carbono: o que muda para o produtor

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    Fontes consultadas: Mapa/Gov.br, Canal Rural, Embrapa
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