BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: Conab

  • Etanol de milho cresce 30% e abre nova demanda para o milho

    Etanol de milho cresce 30% e abre nova demanda para o milho

    A produção brasileira de etanol bateu recorde na safra 2025/26, chegando a cerca de 37,5 bilhões de litros, e o motor desse avanço não foi a cana: foi o milho. O etanol de milho cresceu 29,8% no período e já representa 27% de todo o etanol produzido no país, compensando a queda de quase 7% do etanol feito diretamente da cana. Para a safra 2026/27, a Conab projeta produção total de 40,69 bilhões de litros (alta de 8,5%) — novo recorde histórico — e a Datagro estima que o etanol de milho sozinho pode alcançar 13,2 bilhões de litros.

    Por que isso importa para quem planta milho

    O dado chega num momento delicado para o produtor de grãos. O milho renovou as mínimas de 2026 no fim de maio e segue pressionado pela colheita da safrinha, com cotações próximas ao piso. É justamente aí que o etanol entra como válvula de escape: o consumo de milho destinado à produção de biocombustível deve saltar de 24,3 milhões de toneladas em 2025 para cerca de 31,4 milhões de toneladas em 2026/27. São mais de 7 milhões de toneladas de demanda nova, doméstica e firme, que reduzem a dependência do produtor em relação à exportação e ao câmbio.

    O Centro-Oeste se mantém como principal polo do etanol de milho, mas o Nordeste vem ganhando espaço com a chegada de novas usinas. Esse avanço geográfico muda a equação logística: produtor que antes só tinha a porteira da exportação ou o consumo animal local passa a ter um comprador industrial por perto — o que tende a melhorar o preço pago na região e a reduzir o custo de frete embutido na conta.

    A oportunidade vai além do grão

    O etanol de milho não gera só combustível. Os coprodutos — o DDG (grão seco de destilaria) e o óleo de milho — viram ração de alto valor para confinamento e avicultura, abrindo uma fonte extra de renda para a pecuária integrada à lavoura. Para o produtor, vale avaliar contratos de entrega com usinas da região, a viabilidade de usar DDG no confinamento e o posicionamento da propriedade em relação aos novos polos industriais. Quem está perto da expansão das usinas tende a capturar prêmio de preço nos próximos anos.

    Há ainda a camada ambiental: como biocombustível, o etanol de milho está dentro do RenovaBio e da geração de CBIOs, conectando a decisão produtiva à pauta de descarbonização — um tema que pesa cada vez mais no valor da terra e no acesso a crédito. Avaliar a localização da propriedade frente a esses polos, a regularização ambiental e o potencial de geração de ativos de carbono é parte da estratégia de quem quer transformar a expansão do etanol em valorização real do patrimônio rural.

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  • Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    Conab confirma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26

    A Conab divulgou nesta quinta-feira (11) o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 e confirmou o que o campo já sentia: o Brasil deve colher 358,6 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica — alta de 1,8% sobre o ciclo anterior, ou 6,4 milhões de toneladas a mais. A área cultivada chegou a 83,5 milhões de hectares e a produtividade média nacional está prevista em 4.295 kg/ha, puxada por clima favorável na maior parte do ciclo.

    Soja e milho seguram o recorde

    A soja, com colheita praticamente encerrada, fecha em 180,3 milhões de toneladas — incremento de 8,8 milhões sobre a safra passada e maior volume já registrado. O milho soma 140,5 milhões de toneladas nas três safras: a primeira atingiu 29,3 milhões (+17,7%), com produtividade recorde de 7.110 kg/ha; a segunda safra, em início de colheita, deve render 107,9 milhões. O sorgo cresce 24,9%, para 7,62 milhões de toneladas. Na contramão, arroz cai 13,2% (11,1 milhões de toneladas) e algodão recua 2,5%, ambos por menor área.

    O outro lado do recorde: estoques e preços

    O boletim traz o dado que mais interessa a quem ainda tem grão para vender: as exportações de soja estão projetadas em 116,1 milhões de toneladas e o processamento interno em 61,58 milhões, deixando estoque de passagem de 9,2 milhões de toneladas. No milho, o estoque final pode chegar a 13,25 milhões de toneladas em janeiro de 2027. Em bom português: oferta abundante limita o espaço de alta dos preços internos, mesmo com demanda firme de exportação e etanol de milho.

    O que o produtor deve fazer

    Recorde de produção com estoque alto transfere o resultado da porteira para a gestão. Três frentes: primeiro, comercialização escalonada — vender em parcelas e travar câmbio quando houver janela, em vez de apostar tudo num repique. Segundo, custo por saca — com preço de venda achatado, a margem de 2026/27 será definida no planejamento de insumos que começa agora. Terceiro, ativos de longo prazo: ciclos de preço baixo historicamente são bons momentos para investir em armazenagem própria e em terra — quem compra fundamento no ciclo de baixa colhe valorização no ciclo seguinte.

    E vale o lembrete: produtividade recorde com a mesma terra é também um argumento ambiental. Documentar esse desempenho — CAR regularizado, manejo registrado — é o que transforma eficiência produtiva em acesso a crédito melhor e a mercados que pagam mais.

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  • Café em safra recorde derruba o arábica: o que o produtor faz agora

    Café em safra recorde derruba o arábica: o que o produtor faz agora

    O que aconteceu

    O preço do café arábica entrou em junho de 2026 em forte pressão de baixa. Segundo o CEPEA/ESALQ, o Indicador do arábica tipo 6 fechou a média de maio em R$ 1.653,92 por saca de 60 kg — queda de 8,7% sobre abril (R$ 1.811,87) e o menor patamar médio desde outubro de 2024. No dia 1º de junho, o indicador recuou mais 2,85%, para R$ 1.555,67. O motivo é direto: o avanço da colheita 2026/27 e a expectativa de uma produção recorde derrubaram as cotações, depois de o arábica ter batido máximas históricas no início de 2025.

    Café arábica em queda — saca a R$ 1.653,92 em maio, menor desde 2024
    Arábica CEPEA fechou maio a R$ 1.653,92/saca, menor patamar desde 2024.

    Uma safra grande, mas com números em disputa

    As projeções confirmam o ciclo de alta da oferta, ainda que divirjam no tamanho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta safra brasileira recorde de 71,9 milhões de sacas em 2026/27 — alta de 14% — com salto de cerca de 30% nas exportações, puxado pelo arábica em ano de bienalidade positiva. Já a Conab, em estimativa mais conservadora, prevê 66,7 milhões de sacas, crescimento de 17% e também recorde. Os dois números apontam para o mesmo lado: muito café entrando no mercado, o que tende a manter o preço sob pressão no curto prazo.

    Há um detalhe que trava parte do alívio para o produtor. Mesmo com volume alto, as exportações vêm emperrando pela diferença entre o preço pedido por cooperativas e produtores e o valor oferecido por compradores internacionais. Quem precisa de caixa acaba vendendo na baixa; quem tem fôlego segura o produto à espera de melhora — uma decisão que, sem planejamento, vira aposta.

    O que o cafeicultor deve fazer

    Em ano de preço comprimido, o resultado se decide menos na lavoura e mais na gestão. Três frentes pesam: conhecer o custo de produção por saca para não vender abaixo do break-even no desespero; usar instrumentos de proteção de preço (mercado futuro na B3, contratos a termo, opções) para travar margem em vez de torcer; e escalonar a venda ao longo do ano, evitando concentrar tudo no pico da colheita, quando a oferta é maior e o preço, menor. Para quem produz café de qualidade, investir em certificação e rastreabilidade ambiental abre acesso a nichos e a prêmios que independem do humor da bolsa.

    A leitura Senior

    Safra recorde é boa notícia para o país e dor de cabeça para o caixa de quem não se preparou. O cafeicultor que trata preço como variável a ser gerenciada — e não como sorte — atravessa o ciclo de baixa sem queimar patrimônio. Aqui entra também a dimensão ambiental: lavouras com manejo de solo, água e sombreamento bem feitos são mais resilientes ao clima e mais valorizadas no mercado de cafés sustentáveis e de baixo carbono. Em 2026, eficiência de custo e diferenciação ambiental são os dois pilares que separam o produtor que sobrevive ao preço baixo daquele que prospera apesar dele.

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  • Cotações de maio: boi a R$ 347, milho firme e soja sob pressão

    O que o mercado fez em maio

    A parcial de maio de 2026 fechou com sinais distintos entre as principais commodities acompanhadas pelo produtor brasileiro. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq avançou 0,87% no período de 19 a 26 de maio e chegou a R$ 347,8 por arroba, mantendo o tom de firmeza visto ao longo do ano. No milho, o Indicador ESALQ/B3 ficou em R$ 65,47 por saca na referência de 28 de maio, sustentado mesmo com a chegada da segunda safra. Já a soja segue o movimento contrário: a pressão da safra recorde limita qualquer recuperação consistente de preço no mercado interno.

    Por que o boi e o milho seguem firmes

    A firmeza do boi gordo tem base na demanda externa aquecida — a carne bovina liderou as exportações do agro em abril, com receita 29,4% maior e 252 mil toneladas embarcadas. Esse apetite internacional puxa o preço da arroba no mercado doméstico e dá fôlego à reposição. No milho, a sustentação acima de R$ 65 reflete a combinação de demanda firme do setor de proteína animal e de etanol de milho, mesmo diante de uma segunda safra que a Conab projetou em leve recuo de 4,2% no balanço de maio.

    A soja e o paradoxo da safra recorde

    O 8º levantamento da Conab confirmou uma safra de grãos de 357,97 milhões de toneladas em 2025/26, com a soja saltando para 180,1 milhões de toneladas. O recorde, porém, tem o efeito conhecido de pressionar o preço pago ao produtor: oferta abundante derruba o prêmio. É o paradoxo de colher muito e receber menos por saca — um cenário que exige gestão de comercialização ainda mais afiada para quem não travou preço antecipadamente.

    O que o produtor deve fazer agora

    Três movimentos são prudentes neste momento. Primeiro, para quem está com soja em estoque, avaliar escalonamento de vendas em vez de liquidar tudo na pressão da colheita. Segundo, no boi, aproveitar a janela de preço firme para planejar reposição e fluxo de caixa com calendário definido. Terceiro, acompanhar o câmbio: boa parte do desempenho de boi e grãos está atrelada à demanda externa e ao dólar, que segue como variável decisiva na rentabilidade.

    Mais do que reagir à cotação do dia, vale enxergar o quadro estrutural: o Brasil colhe safras recordes e exporta como nunca, mas a margem por unidade depende cada vez mais de eficiência, custo de produção e acesso a mercados que pagam prêmio — inclusive os que exigem conformidade ambiental.

    Leia também: Exportação de carne bovina bate recorde · Super El Niño em 2026: o que saber já

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