BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: comércio exterior

  • Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    O que aconteceu

    A exportação brasileira de carne suína alcançou 129,4 mil toneladas em maio de 2026, o maior volume já registrado para o mês, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado supera em 9% o embarcado em maio de 2025 (118,8 mil toneladas), e a receita chegou a US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 661,7 mil toneladas — crescimento de 13,1% sobre igual período do ano passado — e a receita avançou 11,9%, de US$ 1,382 bilhão para US$ 1,546 bilhão. Com 1,51 milhão de toneladas exportadas em 2025, o Brasil confirmou oficialmente o posto de terceiro maior exportador mundial, superando o Canadá.

    Por que isso importa para o produtor

    O recorde não é apenas estatística: ele sustenta a demanda interna por suínos e ajuda a firmar os preços pagos ao produtor num momento de custo favorável. O principal insumo da suinocultura é o milho, e o grão vem operando perto das mínimas do ano — o Indicador ESALQ/B3 rondou os R$ 65 por saca em junho, o menor patamar em meses. Ração mais barata combinada com exportação aquecida melhora a relação de troca de quem está no confinamento de suínos, abrindo uma janela de rentabilidade que nem sempre aparece junta.

    O risco que mora na concentração

    O ponto de atenção é a dependência de poucos destinos. As Filipinas seguem na liderança das compras, com 27,2 mil toneladas em maio, mas o volume recuou 3,8% frente ao ano anterior — lembrete de que mercado concentrado é mercado vulnerável. Decisões sanitárias ou comerciais de um único comprador podem virar o jogo da noite para o dia. Diversificar destinos e reforçar a sanidade do plantel são as melhores defesas; o status sanitário do Brasil é o ativo que abre (ou fecha) portas no mercado internacional.

    O que o produtor pode fazer agora

    Aproveitar a janela favorável de custo e demanda exige método, não improviso. Vale travar o custo da ração enquanto o milho está barato, revisar índices zootécnicos para extrair mais de cada quilo de ração e organizar a documentação sanitária e ambiental da granja. É justamente nesse último ponto que muitos produtores deixam valor na mesa: a regularização ambiental, o manejo correto de dejetos e a rastreabilidade deixaram de ser burocracia para virar condição de acesso aos mercados que pagam mais. Quem trata o licenciamento como ativo comercial chega mais preparado ao próximo ciclo.

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  • Tarifas dos EUA: o que muda (e o que não muda) para o agro brasileiro

    Tarifas dos EUA: o que muda (e o que não muda) para o agro brasileiro

    O que foi proposto

    O governo dos Estados Unidos colocou em consulta pública, no início de junho, um pacote de novas tarifas sobre produtos brasileiros. São duas frentes: uma sobretaxa de 25%, ligada a uma investigação por supostas práticas comerciais desleais aberta em julho de 2025, e outra de 12,5%, decorrente de uma investigação que aponta falta de restrição a importações associadas a trabalho análogo à escravidão. As medidas ainda não estão em vigor: há prazo para envio de comentários até 1º de julho, audiência pública em 6 de julho e decisão final prevista para até 15 de julho de 2026, com as negociações entre os dois governos seguindo em paralelo.

    Por que o agro respira aliviado — por enquanto

    Para o produtor rural, o ponto central é tranquilizador no curto prazo: os principais produtos do agronegócio brasileiro exportados aos EUA — café, carne bovina e suco de laranja — entraram na lista de exceções e estão livres das novas cobranças. Isso protege exatamente as cadeias em que o Brasil é mais competitivo no mercado americano. Mas “exceção” não é “garantia permanente”: listas de produtos podem ser revisadas durante a negociação, e a decisão de 15 de julho ainda pode mudar o desenho final.

    O que o produtor deve monitorar

    O recado prático é acompanhar o calendário sem entrar em pânico. Quem exporta diretamente ou fornece para tradings deve mapear sua exposição ao mercado americano e conversar com compradores sobre cláusulas de repasse de tarifa em contratos em aberto. Vale também observar o câmbio: ruídos comerciais costumam mexer com o dólar, o que afeta a rentabilidade mesmo de quem vende para outros destinos. Diversificar mercados — China, Oriente Médio, União Europeia — segue sendo a melhor proteção contra decisões unilaterais de um único comprador.

    O ângulo que poucos olham: conformidade

    Um dos eixos da investigação americana é trabalhista e socioambiental. Isso reforça uma tendência que já vinha do acordo com a União Europeia: o acesso a mercados premium depende cada vez mais de comprovar regularidade ambiental e trabalhista da propriedade. Manter o CAR em dia, a documentação trabalhista organizada e a rastreabilidade da produção deixou de ser burocracia e virou ativo comercial — é o que separa quem entra nas listas de exceção de quem fica de fora.

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    📌 Leia também: Plano Safra 2026/27: o que esperar do crédito rural | Exportação de carne bovina salta 70% | Cotações agrícolas de maio 2026

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  • Exportação de carne bovina salta 70% em maio e bate recorde

    O que aconteceu

    A exportação de carne bovina brasileira começou maio de 2026 em ritmo recorde. Nas três primeiras semanas do mês, o país embarcou 203,48 mil toneladas de carne in natura, com média diária de 13,56 mil toneladas — volume 30,7% superior ao mesmo período de maio de 2025. Considerando o início do mês, o ritmo de venda chegou a ser quase 70% maior que um ano antes, e a receita do período já superou a marca de US$ 1,3 bilhão. É o maior desempenho já registrado para um mês de maio.

    Preço e demanda jogam a favor

    O que torna esse recorde especialmente saudável é que o volume veio acompanhado de preço. O valor médio da tonelada embarcada atingiu US$ 6.492,4, alta de 24,8% sobre maio de 2025. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o preço médio da carne bovina exportada ficou em US$ 5,83 por quilo — 17,2% acima de 2025 e superior à máxima anterior, de 2022. Em outras palavras: o Brasil está vendendo mais e mais caro ao mesmo tempo, um cenário que sustenta a firmeza do boi gordo no mercado interno.

    Contexto e impacto para o produtor

    A China segue como destino central, absorvendo cerca de 56% das vendas externas de carne bovina, enquanto os Estados Unidos ampliaram as compras do produto brasileiro em 2026. Essa diversificação de destinos — o agro brasileiro abriu acesso a 600 mercados internacionais — reduz a dependência de um único comprador e dá sustentação estrutural ao preço. Para o pecuarista, isso se traduz em demanda firme por reposição e em margens mais previsíveis para quem mantém eficiência na engorda e no abate.

    A oportunidade — e a exigência que vem junto

    O recorde, contudo, vem com uma contrapartida cada vez mais clara: os mercados que pagam os melhores preços são também os mais exigentes em rastreabilidade e conformidade ambiental. O comprador europeu e as cadeias premium olham cada vez mais para dentro da porteira — origem do animal, regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR), ausência de desmatamento ilegal. Propriedades com documentação ambiental em ordem têm acesso facilitado a esses mercados; as irregulares ficam à margem do prêmio.

    O momento é de capturar a alta sem perder de vista a porteira para frente. Quem estruturar agora rastreabilidade e regularização ambiental não apenas garante acesso aos mercados de maior valor, como se posiciona para projetos de pecuária de baixo carbono — transformando conformidade em receita adicional sobre uma atividade que já realiza.

    Leia também: Cotações de maio: boi, milho e soja · Mercado de carbono: o que muda para o produtor

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    Fontes consultadas: FarmNews, NX1, CompreRural, Mapa/Gov.br
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