BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: café

  • Resumo da semana no agro: café dispara, soja avança e tarifa dos EUA no radar

    Resumo da semana no agro: café dispara, soja avança e tarifa dos EUA no radar

    Toda segunda-feira, a Senior reúne o que moveu o agro na semana anterior — com a leitura do que cada fato significa para a decisão de quem está no campo.

    Grãos

    A soja subiu 3,33% no interior do Paraná, com a saca de 60 kg passando de R$ 128,41 para R$ 132,69 (Cepea), sustentada pelo ritmo forte de embarques: nos três primeiros dias úteis de julho o Brasil exportou 1,507 milhão de toneladas, com preço médio 7,5% maior que o de julho de 2025 e receita de US$ 661,2 milhões (Secex). O milho seguiu pressionado, a R$ 64,37/sc (Cepea), com a colheita da safrinha em Mato Grosso atingindo 60% da área. Na sexta (10), o relatório WASDE do USDA cortou as safras de milho e soja dos EUA e reduziu os estoques globais de trigo para 272,84 milhões de toneladas — suporte para os preços internacionais.

    Pecuária

    O boi gordo devolveu parte dos ganhos de junho: o indicador Cepea/B3 fechou a sexta a R$ 326,65/@, queda de 0,97% na semana e de 2,90% na parcial de julho. No campo político-sanitário, 14 entidades da pecuária divulgaram nota conjunta contra a adoção das exigências da União Europeia sobre antimicrobianos, enquanto o governo negocia para evitar a suspensão das importações de carne bovina e de frango pela UE a partir de 3 de setembro.

    Exportações & mercado

    A balança comercial da primeira semana de julho somou US$ 5,89 bilhões em exportações (+40,6% sobre julho/2025), com superávit de US$ 2,27 bilhões. O destaque de preços foi o café: o arábica disparou 7,74% na semana, a R$ 1.762,83/sc (Cepea), e o robusta subiu 3,64%, a R$ 1.109,55/sc.

    Política & crédito

    O governo publicou o Decreto 13.018, que regulamenta o pagamento por serviços ambientais (PSA) — nova fonte potencial de renda para quem preserva. E segue a contagem regressiva para 15 de julho, prazo da tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros. O dólar abriu a semana a R$ 5,11.

    Clima

    O Centro de Previsão Climática dos EUA elevou para 81% a chance de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro — potencialmente entre os maiores desde 1950, com chuva acima da média no Centro-Sul e seca no Norte/Nordeste na safra 2026/27.

    O que fica para o produtor

    1) Soja: a janela segue aberta. Prêmio de exportação e dólar acima de R$ 5,10 favorecem travar parte da produção — quem esperou até aqui foi premiado, mas o WASDE mostrou Brasil recordista, e oferta grande limita o teto.

    2) Boi: julho já cai 2,9%. Com escalas confortáveis e China mais lenta, proteger preço na B3 para o segundo semestre voltou a ser decisão de gestão, não de opinião.

    3) Tarifa dos EUA decide a semana. Exportador de carne, café e suco deve definir cenários antes de 15/07 — e quem preserva deve olhar o PSA: preservação começa a virar receita.

    Agenda da semana

    Segunda (13): Boletim Focus, balança parcial do MDIC e condições de lavouras dos EUA (USDA). Terça (15): prazo da tarifa americana de 25%. Na semana: estimativa de safra de grãos 2025/26 da Conab e estimativa da safra de trigo 2026.

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  • Geada negra ameaça café, milho safrinha e trigo no Centro-Sul

    Geada negra ameaça café, milho safrinha e trigo no Centro-Sul

    Uma massa de ar polar avançou sobre o Centro-Sul do Brasil neste fim de semana (4 e 5 de julho) e colocou o campo em alerta: o Inmet emitiu avisos de frio intenso, temporais no Sul e risco de geada negra — a modalidade mais destrutiva do fenômeno. Diferentemente da geada branca, que forma orvalho congelado sobre as folhas, a geada negra ocorre em dias secos e de baixa umidade: o frio congela a seiva dentro da planta, sem sinal externo imediato, e causa dano celular muitas vezes irreversível.

    Quem está na linha de frente da geada negra

    Três culturas concentram o risco. O café, especialmente no norte do Paraná e no sul de Minas, é o mais sensível — geada em cafezal não compromete só a safra atual, mas a estrutura produtiva da lavoura para o ciclo seguinte, e historicamente basta o anúncio do risco para mexer com os preços na bolsa. O milho safrinha do Paraná e do Mato Grosso do Sul chega a este frio com colheita atrasada pela sequência de frentes frias — planta ainda no campo é planta exposta. E o trigo recém-implantado no Sul, junto com o feijão em fase reprodutiva, completa a lista das lavouras vulneráveis.

    O contexto agrava o risco

    O frio chega num momento em que a segunda safra já mostra perdas: a Conab confirmou quebra do milho safrinha em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, ainda que Paraná e Mato Grosso do Sul viessem em recuperação. No trigo, o cenário é de retração — levantamentos de mercado indicam que a área plantada pode encolher até 40% em algumas regiões, espremida por custo alto, preço estagnado e justamente o risco climático que agora se materializa. Cada hectare que a geada tirar de produção encontra um mercado com pouca gordura para absorver perdas.

    O que o produtor deve fazer agora

    Primeiro, priorizar a colheita do que está pronto: milho safrinha maduro no campo é risco desnecessário. Segundo, documentar qualquer dano imediatamente — fotos datadas e georreferenciadas, laudo técnico e comunicação formal à seguradora ou ao agente do Proagro dentro do prazo da apólice. Quem demora a registrar perde cobertura, e num ano em que o orçamento do seguro rural já foi cortado, cada real de indenização exige documentação impecável. Terceiro, no café, acompanhar o mercado nos próximos dias: eventos de geada costumam abrir janelas de preço para quem tem produto colhido e armazenado.

    Por fim, vale transformar o susto em planejamento: mapear os talhões historicamente mais atingidos por geada, revisar o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) da propriedade e dimensionar a cobertura de seguro para o próximo ciclo. Frio de julho não é surpresa — é variável de gestão. Quem trata o clima como risco mensurável, e não como fatalidade, atravessa esses eventos com a margem protegida.

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  • Resumo da semana no agro: boi recorde, juro menor e export forte

    Resumo da semana no agro: boi recorde, juro menor e export forte

    Toda segunda-feira, a Senior reúne o que moveu o agro na semana anterior — com a leitura do que cada fato significa para a decisão de quem está no campo.

    Grãos

    Semana de pressão para os grãos. O milho renovou a mínima de 2026 em meados de junho e segue como destaque negativo, com perda de cerca de 3,0% sobre o fechamento de maio — a colheita da safrinha entrando com força é o principal peso. A soja foi na contramão: o indicador Cepea em Paranaguá operou em alta na parcial de junho frente a igual período de 2025, sustentada pelo dólar e pela demanda externa firme.

    Pecuária

    O boi gordo foi a estrela da semana. O indicador Cepea rodou a cerca de R$ 353 a arroba na parcial de junho, 12,8% acima da média nominal de junho de 2025, caminhando para o maior patamar nominal da história. Oferta curta de animais prontos e exportação aquecida explicam a força — boa notícia para quem está com gado no cocho, sinal de atenção para quem precisa repor.

    Exportações & mercado

    O agro brasileiro embarcou forte. Até a segunda semana de junho, a agropecuária acumulava alta de 27,1% nas exportações, somando US$ 3,95 bilhões. A carne bovina puxou a fila: média diária de embarque de 15,64 mil toneladas (29,8% acima de junho de 2025) e preço de US$ 6,58 por quilo, o maior para o período desde 2022. Soja (+28,4%), carnes de aves (+78,9%) e algodão (+74,1%) também voaram.

    Política & crédito

    Na reunião de 16 e 17 de junho, o Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano — o terceiro corte seguido, por unanimidade, mas com comunicado cauteloso e a porta aberta para o ritmo depender dos próximos dados. Juro um pouco menor ajuda na ponta do custo financeiro, mas ainda está longe de baratear o crédito rural. No mercado, o café arábica reagiu após o tombo do começo do mês e subiu 4,38% até o dia 16, a R$ 1.474,18 a saca, com as chuvas atrasando a colheita.

    Clima

    Uma onda de frio em meados de junho ligou o alerta de geada em lavouras de café, milho e pastagens no Sul e Sudeste, exigindo monitoramento de quem está em região de risco. No pano de fundo ambiental, a boa notícia: o desmatamento na Amazônia caiu 61,4% em maio na comparação anual (alertas DETER), a maior redução percentual da série — um sinal relevante para a imagem do agro brasileiro no mercado externo.

    O que fica para o produtor

    Três leituras práticas: (1) pecuária em momento de caixa cheio — quem tem boi pronto vende bem, mas a reposição cara pede disciplina na margem, não euforia; (2) grão exige gestão de venda — com milho na mínima e soja firme, vale escalonar a comercialização e usar o dólar a favor em vez de vender tudo de uma vez; (3) juro menor não é crédito barato — a Selic a 14,25% melhora pouco a conta de quem vai financiar a safra; planeje o custo financeiro como se o dinheiro ainda fosse caro, porque é.

    Agenda da semana

    No radar dos próximos dias: a aproximação da consulta pública do mercado regulado de carbono (prevista para julho), novos números de exportação do fechamento de junho, o andamento da colheita da safrinha de milho e as cotações diárias de boi, soja e café no Cepea. De olho também no câmbio, que rodou perto de R$ 5,17 e mexe direto com a paridade de exportação.

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  • Tarifas dos EUA: o que muda (e o que não muda) para o agro brasileiro

    Tarifas dos EUA: o que muda (e o que não muda) para o agro brasileiro

    O que foi proposto

    O governo dos Estados Unidos colocou em consulta pública, no início de junho, um pacote de novas tarifas sobre produtos brasileiros. São duas frentes: uma sobretaxa de 25%, ligada a uma investigação por supostas práticas comerciais desleais aberta em julho de 2025, e outra de 12,5%, decorrente de uma investigação que aponta falta de restrição a importações associadas a trabalho análogo à escravidão. As medidas ainda não estão em vigor: há prazo para envio de comentários até 1º de julho, audiência pública em 6 de julho e decisão final prevista para até 15 de julho de 2026, com as negociações entre os dois governos seguindo em paralelo.

    Por que o agro respira aliviado — por enquanto

    Para o produtor rural, o ponto central é tranquilizador no curto prazo: os principais produtos do agronegócio brasileiro exportados aos EUA — café, carne bovina e suco de laranja — entraram na lista de exceções e estão livres das novas cobranças. Isso protege exatamente as cadeias em que o Brasil é mais competitivo no mercado americano. Mas “exceção” não é “garantia permanente”: listas de produtos podem ser revisadas durante a negociação, e a decisão de 15 de julho ainda pode mudar o desenho final.

    O que o produtor deve monitorar

    O recado prático é acompanhar o calendário sem entrar em pânico. Quem exporta diretamente ou fornece para tradings deve mapear sua exposição ao mercado americano e conversar com compradores sobre cláusulas de repasse de tarifa em contratos em aberto. Vale também observar o câmbio: ruídos comerciais costumam mexer com o dólar, o que afeta a rentabilidade mesmo de quem vende para outros destinos. Diversificar mercados — China, Oriente Médio, União Europeia — segue sendo a melhor proteção contra decisões unilaterais de um único comprador.

    O ângulo que poucos olham: conformidade

    Um dos eixos da investigação americana é trabalhista e socioambiental. Isso reforça uma tendência que já vinha do acordo com a União Europeia: o acesso a mercados premium depende cada vez mais de comprovar regularidade ambiental e trabalhista da propriedade. Manter o CAR em dia, a documentação trabalhista organizada e a rastreabilidade da produção deixou de ser burocracia e virou ativo comercial — é o que separa quem entra nas listas de exceção de quem fica de fora.

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    📌 Leia também: Plano Safra 2026/27: o que esperar do crédito rural | Exportação de carne bovina salta 70% | Cotações agrícolas de maio 2026

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  • Onda de frio com risco de geada coloca café, milho e pasto em alerta

    Onda de frio com risco de geada coloca café, milho e pasto em alerta

    Frio polar reacende o fantasma da geada

    Uma massa de ar polar avançou sobre as principais regiões produtoras do Centro-Sul nesta semana, interrompeu a sequência de quedas em vários mercados e recolocou a geada no centro das preocupações de quem está no campo. No Paraná, os termômetros podem chegar a níveis capazes de provocar geada não apenas no café, mas também em milho, feijão e pastagens. O avanço do ar frio sobre o Sudeste foi tão relevante que segurou o movimento de baixa do café arábica, com o mercado virando a chave para um cenário de cautela.

    Por que o alerta importa para a safra

    A geada é um dos eventos de maior potencial destrutivo para o cafeicultor: quando atinge a planta em pontos críticos, compromete não apenas a colheita corrente, mas a produtividade da safra seguinte, já que o cafeeiro leva tempo para se recuperar. Nas pastagens, o frio intenso queima a forragem justamente no auge da estação seca, reduzindo a oferta de alimento e pressionando o custo do pecuarista que depende do pasto. E o quadro não se encerra agora: a previsão aponta uma segunda frente fria, mais intensa, para a última semana de junho, capaz de levar as temperaturas para baixo de 10°C em amplas áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

    O que o produtor deve fazer agora

    O primeiro passo é acompanhar diariamente as previsões do Inmet e de serviços privados de meteorologia, com atenção especial às mínimas abaixo de 4°C — patamar a partir do qual o risco de geada se torna concreto. Vale mapear as áreas de baixada da propriedade, que acumulam ar frio e são as primeiras a congelar, e priorizar nelas as medidas de proteção. No café, manejos como irrigação noturna, controle de mato para reduzir o efeito de resfriamento do solo e proteção de mudas ajudam a mitigar perdas. Na pecuária, antecipar reservas de forragem, silagem e suplementação evita que o frio se transforme em queda de desempenho do rebanho.

    Planejamento reduz o tamanho do prejuízo

    Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a integrar o planejamento da propriedade. Mais do que reagir a cada frente fria, o produtor que mapeia os riscos da sua terra, organiza a documentação ambiental e estrutura a gestão da fazenda chega ao inverno com mais margem de manobra. Clima é variável que não se controla — mas a exposição a ele, sim.

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