BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: balança comercial

  • Exportação do agro bate recorde e abre 30 mercados em 2026

    A exportação do agro brasileiro vive um momento histórico. O setor fechou o primeiro trimestre de 2026 com US$ 38,1 bilhões embarcados — o maior valor da série histórica para o período de janeiro a março — e um superávit de US$ 33 bilhões. O ritmo seguiu forte em junho: até a terceira semana do mês, as vendas da agropecuária cresceram 21,9% na comparação anual, somando US$ 5,89 bilhões. Depois de 2025 ter batido recorde com US$ 169 bilhões exportados, 2026 caminha para desafiar a marca.

    Exportação do agro: o que está puxando o recorde

    O avanço é distribuído entre vários produtos. Na parcial de junho, os destaques da agropecuária foram animais vivos (+115,7%), soja (+23,6%) e algodão em bruto (+57,6%). Nas carnes, a bovina fresca, refrigerada e congelada subiu 32,8% e a de aves disparou 69,0% em valor. O café, mesmo com oferta mais ajustada, sustenta a receita pelos preços internacionais elevados. Some-se a isso a abertura de 30 novos mercados só no primeiro trimestre de 2026 — diversificação que reduz a dependência de poucos compradores e amplia o poder de barganha do Brasil.

    O novo passaporte: rastreabilidade e regularização

    Aqui está o ponto que o produtor não pode ignorar. Os mercados que mais crescem e mais pagam — a União Europeia, com a regra antidesmatamento (EUDR), e compradores premium da Ásia — estão condicionando a compra à comprovação de origem e à conformidade ambiental. Não basta produzir: é preciso provar que se produz dentro da lei. CAR validado, área sem embargo, Reserva Legal e APP em ordem e rastreabilidade da cadeia deixaram de ser burocracia e viraram condição de acesso aos contratos mais rentáveis. Quem não se adequar tende a ficar restrito aos mercados que pagam menos.

    O que o produtor deve fazer agora

    O recorde das exportações é uma janela, não uma garantia. Para aproveitá-la, o produtor precisa tratar a regularização ambiental e documental como investimento comercial, e não como despesa. Na prática: manter o Cadastro Ambiental Rural atualizado e validado, resolver pendências e eventuais embargos antes que travem a comercialização, organizar a rastreabilidade do rebanho e dos talhões e documentar o manejo. É essa “papelada” que abre — ou fecha — a porta dos mercados que sustentam os preços recordes de hoje.

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  • Resumo da semana no agro: etanol sobe, açúcar cai e alerta na avicultura

    Resumo da semana no agro: etanol sobe, açúcar cai e alerta na avicultura

    Toda segunda-feira, a Senior reúne o que moveu o agro na semana anterior — com a leitura do que cada fato significa para a decisão de quem está no campo.

    Grãos

    A soja perdeu cerca de US$ 1,00 por bushel em Chicago em duas semanas, pressionada por fundamentos e geopolítica, com suporte em torno de US$ 11,50. No Brasil, a venda da safra nova avança devagar: pouco mais de 16% comercializados, abaixo dos 22% do ano passado e dos 25% da média — produtor segurando preço à espera do câmbio. O milho foi o destaque positivo, com salto de 267% nos embarques em maio.

    Pecuária e proteína animal

    O alerta da semana é a gripe aviária (H5N1): o período crítico vai de maio a julho, com surtos na Europa, EUA e Japão puxados pela migração de aves. O Brasil segue sem foco em granja comercial e em vigilância ativa — e, mesmo assim, a avicultura projeta alta de 2,4% nos embarques e produção de 14,73 milhões de toneladas em 2026 (+3,8%).

    Exportações & mercado

    A balança do agro confirma força: no acumulado de janeiro a maio, a agropecuária cresceu 7,3% (US$ 34,53 bilhões), com maio em alta de 9,8%. No sucroenergético, a virada é clara: com o açúcar bruto na menor cotação em cinco anos, as usinas flex estão priorizando o etanol — a produção deve bater recorde de 36,5 bilhões de litros em 2026/27 (etanol de milho +17%), enquanto a exportação de açúcar deve recuar cerca de 14%.

    Política & crédito

    O Plano Safra 2026/27 entra na reta final, com anúncio previsto para o fim de junho. O volume para a agricultura empresarial deve superar os R$ 516 bilhões da safra atual, e a prioridade declarada é derrubar os juros de custeio para um dígito, além de reforçar o seguro rural diante da combinação de preços baixos, endividamento e clima.

    Clima

    Semana sem evento extremo, mas a virada para o inverno acende o sinal de atenção no Sul, com risco de geada nas próximas semanas — fator a monitorar para quem ainda tem lavoura exposta.

    O que fica para o produtor

    Três leituras práticas: (1) quem produz cana ou milho deve acompanhar de perto a relação açúcar/etanol — o redirecionamento para o álcool muda a conta da safra; (2) avicultor precisa redobrar biosseguridade agora, no pico de risco do H5N1, porque um foco comercial fecha mercados em dias; (3) com Plano Safra à vista e juros ainda altos, vale ter projeto de crédito e regularização ambiental prontos para acessar as melhores linhas assim que saírem.

    Agenda da semana

    Bahia Farm Show (8 a 13/6, em Luís Eduardo Magalhães), expectativa de anúncio do Plano Safra 2026/27 e novos relatórios de oferta e demanda (CONAB e USDA) que devem mexer com os preços de grãos.

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