BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: B3

  • Boi gordo encerra junho a R$ 348/@: hora de travar preço na B3?

    O boi gordo encerrou junho de 2026 pressionado. O indicador do Cepea/Esalq recuou 3,2% entre o fim de maio e a parcial do dia 26, fechando o mês com média de R$ 348,6 por arroba. É, ao mesmo tempo, o maior valor nominal já registrado para um mês de junho — no ano, frente ao último preço de 2025, a arroba ainda acumula alta de 6,1% — e um sinal de que o curto prazo segue incerto para quem está com animais prontos no cocho ou no pasto.

    Boi gordo: por que o recorde nominal não anima o pecuarista

    Recorde no papel não é recorde no bolso. Dois fatores explicam a cautela. O primeiro é a exportação: o Brasil já atingiu o limite da cota de carne bovina sem tarifa adicional para a China, seu principal comprador, o que tira fôlego da demanda externa no curto prazo. O segundo é o custo de reposição. O preço da arroba do bezerro caiu pelo segundo mês seguido e atingiu o menor patamar de 2026 desde fevereiro, mas, a R$ 475,3/@ na parcial de junho, ainda está 16,2% acima de junho de 2025 — também recorde nominal para o período. Ou seja: o boi pronto perde força enquanto a reposição continua cara, e a margem do pecuarista fica espremida no meio.

    O que a B3 está dizendo sobre o segundo semestre

    O mercado futuro ajuda a enxergar a tendência. A B3 mantém cautela e precifica relativa estabilidade da arroba até setembro, com expectativa de recuperação apenas gradual nos contratos de outubro a dezembro. Mas a volatilidade é alta: o contrato de dezembro, que abriu a semana de 22 de junho cotado perto de R$ 360/@, encerrou poucos dias depois pouco acima de R$ 350/@. Esse vai e volta mostra que apostar só no “fim de ano melhor” sem estratégia é deixar o resultado da fazenda à mercê da especulação.

    O que o produtor deve fazer agora

    Estamos num ciclo pecuário de alta no longo prazo, mas o curto prazo está pressionado — e é exatamente nesse cenário que a gestão de risco separa quem protege a margem de quem só torce. Vale avaliar travar parte da produção via contratos futuros ou opções na B3 quando os preços de outubro a dezembro abrirem janelas acima do custo, escalonar vendas em vez de concentrar tudo num único momento, e revisar o custo de reposição antes de recompor o rebanho a qualquer preço. Mais do que adivinhar o topo, o objetivo é garantir que cada arroba vendida cubra o custo e ainda deixe resultado.

    Decisão de venda e de reposição é decisão financeira — e, num ano de juro alto e margem apertada, o planejamento de fluxo de caixa vale tanto quanto o preço da arroba.

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