BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1% BOI GORDO R$ 352,80/@ ▲ 0,4% SOJA R$ 128,50/sc ▼ 0,3% MILHO R$ 65,10/sc ▼ 1,2% CAFÉ ARÁBICA R$ 1.480/sc ▼ 2,1% AÇÚCAR R$ 95,22/sc ▼ 3,0% DÓLAR R$ 5,38 ▲ 0,2% FRANGO US$ 1,99/kg ▲ 1,1%

Tag: ABPA

  • Exportação de frango tem melhor semestre da história; preço interno cede

    A exportação de frango do Brasil fechou junho com 482,8 mil toneladas embarcadas, alta de 40,6% sobre as 343,4 mil toneladas de junho de 2025, segundo a ABPA. A receita do mês alcançou US$ 985,5 milhões — 54,7% acima do mesmo período do ano passado. Com o resultado, o país encerrou o melhor primeiro semestre da história do setor, tanto em volume quanto em receita, que se aproximou de US$ 5,7 bilhões.

    Por que a comparação é tão alta

    Parte do salto percentual tem explicação técnica: junho de 2025 foi um mês de base deprimida, quando embargos comerciais impostos após o foco de influenza aviária registrado em maio daquele ano ainda travavam embarques para mercados relevantes. Ou seja, o crescimento de 40,6% combina demanda internacional firme com a normalização sanitária — e é essa leitura completa que o avicultor deve fazer, sem euforia com o número isolado.

    Exportação de frango forte, mercado interno fraco

    Enquanto o mercado externo puxa, o doméstico patina. Os preços da carne de frango recuaram em junho, refletindo vendas enfraquecidas principalmente na segunda quinzena, e o movimento seguiu no início de julho: no dia 3, frango congelado e resfriado eram negociados a R$ 7,20/kg no atacado do Estado de São Paulo, queda de 0,83% frente ao fechamento de junho. É o retrato clássico do inverno: consumo interno mais fraco enquanto a escala exportadora sustenta a produção.

    O que o avicultor deve fazer agora

    Três leituras práticas. Primeiro, o custo de ração joga a favor: o milho foi cotado em média a R$ 63,70/saca em junho (Cepea), queda de 6,6% em um ano — quem compra insumo no mercado spot tem janela para travar custo. Segundo, a rentabilidade do semestre tende a favorecer granjas integradas a plantas exportadoras; o produtor independente, mais exposto ao atacado interno, precisa de cautela ao ampliar alojamento no curto prazo. Terceiro, biosseguridade segue sendo o maior ativo do setor: foi a recuperação do status sanitário que reabriu os mercados — protocolos rigorosos na granja são o que protege essa receita recorde.

    Para quem produz frango e também busca diversificar receita na propriedade, a agenda ambiental abre caminhos concretos — do aproveitamento de dejetos para biometano à regularização que valoriza o imóvel rural.

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  • Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    Carne suína: Brasil bate recorde em maio e firma 3º lugar mundial

    O que aconteceu

    A exportação brasileira de carne suína alcançou 129,4 mil toneladas em maio de 2026, o maior volume já registrado para o mês, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado supera em 9% o embarcado em maio de 2025 (118,8 mil toneladas), e a receita chegou a US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 661,7 mil toneladas — crescimento de 13,1% sobre igual período do ano passado — e a receita avançou 11,9%, de US$ 1,382 bilhão para US$ 1,546 bilhão. Com 1,51 milhão de toneladas exportadas em 2025, o Brasil confirmou oficialmente o posto de terceiro maior exportador mundial, superando o Canadá.

    Por que isso importa para o produtor

    O recorde não é apenas estatística: ele sustenta a demanda interna por suínos e ajuda a firmar os preços pagos ao produtor num momento de custo favorável. O principal insumo da suinocultura é o milho, e o grão vem operando perto das mínimas do ano — o Indicador ESALQ/B3 rondou os R$ 65 por saca em junho, o menor patamar em meses. Ração mais barata combinada com exportação aquecida melhora a relação de troca de quem está no confinamento de suínos, abrindo uma janela de rentabilidade que nem sempre aparece junta.

    O risco que mora na concentração

    O ponto de atenção é a dependência de poucos destinos. As Filipinas seguem na liderança das compras, com 27,2 mil toneladas em maio, mas o volume recuou 3,8% frente ao ano anterior — lembrete de que mercado concentrado é mercado vulnerável. Decisões sanitárias ou comerciais de um único comprador podem virar o jogo da noite para o dia. Diversificar destinos e reforçar a sanidade do plantel são as melhores defesas; o status sanitário do Brasil é o ativo que abre (ou fecha) portas no mercado internacional.

    O que o produtor pode fazer agora

    Aproveitar a janela favorável de custo e demanda exige método, não improviso. Vale travar o custo da ração enquanto o milho está barato, revisar índices zootécnicos para extrair mais de cada quilo de ração e organizar a documentação sanitária e ambiental da granja. É justamente nesse último ponto que muitos produtores deixam valor na mesa: a regularização ambiental, o manejo correto de dejetos e a rastreabilidade deixaram de ser burocracia para virar condição de acesso aos mercados que pagam mais. Quem trata o licenciamento como ativo comercial chega mais preparado ao próximo ciclo.

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